Suíça aumenta exigências de capital do UBS em US$20 bilhões
O governo da Suíça anunciou planos para aumentar em cerca de US$20 bilhões o capital exigido do UBS, enquanto suaviza algumas mudanças regulatórias que afetarão o maior banco do país.
**Concessões para o UBS**
O UBS poderá continuar a contabilizar ativos fiscais diferidos em seu capital regulatório e amortizar o software desse indicador ao longo de três anos a partir de 2029. Essas medidas, que serão implementadas a partir do próximo ano, superam as expectativas iniciais.
**Projeto de lei e impactos**
Um projeto de lei liderado pela ministra das Finanças, Karin Keller-Sutter, exigirá do UBS o suporte de 100% de capital na holding para suas subsidiárias no exterior. Essa mudança visa corrigir fragilidades observadas com o colapso do Credit Suisse em 2023. Estima-se um acréscimo de cerca de US$19 bilhões nos requisitos de capital da holding doméstica do UBS, somando-se aos US$20 bilhões de aumento nas exigências de capital do grupo.
**Posicionamento do governo e do UBS**
O governo alega que as medidas propostas manterão o UBS alinhado com padrões internacionais de capital, mas o banco argumenta que poderão afetar sua competitividade e limitar seu crescimento internacional, embora seja altamente lucrativo.
**Caminho até a implementação**
O processo legislativo deverá perdurar até o próximo ano e permitirá que o UBS faça lobby junto aos parlamentares. Executivos do banco, como o presidente do conselho, Colm Kelleher, e o CEO, Sergio Ermotti, têm expressado discordância em relação aos principais pontos da reforma.
**Perspectivas futuras**
O UBS divulgará os resultados do primeiro trimestre em 29 de abril, com expectativa de aumento do lucro líquido para cerca de US$2,4 bilhões. O governo ressaltou que, apesar de possíveis impactos negativos no curto prazo, mais capital próprio garante a estabilidade do banco a longo prazo.
**Possíveis revisões**
As autoridades alertaram que, caso o Parlamento suíço enfraqueça o projeto sobre as subsidiárias no exterior, o governo poderá rever o compromisso em relação aos créditos fiscais diferidos. O caminho para a definição final das mudanças ainda é incerto, com a primeira discussão a portas fechadas prevista para 4 de maio.
**Conclusão**
A reforma proposta pelo governo suíço visa fortalecer o setor financeiro do país e prevenir crises como a enfrentada pelo Credit Suisse em 2023. O UBS, por sua vez, busca equilibrar os requisitos de capital mais altos com sua competitividade e crescimento no cenário internacional. O desfecho dessa saga legislativa será determinante para o futuro do maior banco suíço e para o sistema financeiro do país como um todo.
Fonte: CNN Brasil
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