Governo libera crédito de R$15 bilhões para empresas impactadas por conflitos internacionais
O governo federal anunciou a liberação de uma nova linha de crédito de R$15 bilhões para empresas brasileiras, com o objetivo de minimizar os impactos causados por tarifas e barreiras comerciais internacionais. A medida faz parte da segunda fase do Programa Brasil Soberano e será coordenada pelo BNDES.
Na apresentação das medidas, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, destacou que o crédito será voltado para empresas afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos e pelas dificuldades de exportação para países do Oriente Médio. Setores estratégicos da economia nacional, como farmacêutico, químico e tecnologia da informação, serão beneficiados.
Quem pode aderir à linha de crédito?
A nova linha de crédito permitirá que três grupos de empresas tenham acesso aos recursos. O primeiro grupo inclui exportadoras de bens industriais e seus fornecedores que foram afetados pelas tarifas comerciais dos Estados Unidos. É necessário que as exportações representem pelo menos 5% do faturamento bruto em um período específico.
Já o segundo grupo abrange setores considerados estratégicos para o desenvolvimento produtivo do país, como têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, entre outros. Por fim, o terceiro grupo engloba empresas exportadoras e seus fornecedores que atuam com países do Golfo Pérsico.
Condições de financiamento e objetivos
As empresas beneficiadas pela linha de crédito poderão utilizar os recursos para capital de giro, produção voltada à exportação, aquisição de bens de capital e investimentos em inovação tecnológica. As taxas de juros para as operações diretas com o BNDES variam entre 0,94% e 1,28% ao mês, dependendo da finalidade do crédito.
Os prazos de carência podem chegar a quatro anos, e o prazo total para pagamento pode se estender até 20 anos, visando fornecer suporte financeiro às empresas em um cenário de instabilidade internacional. O objetivo principal da medida é estimular setores essenciais da economia brasileira e promover o avanço tecnológico da indústria nacional.
Fonte: Receita Federal
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
