Coalizão para Eólicas em Alto-Mar é Lançada em Brasília
Na última semana, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a resolução que estabelece as diretrizes para regulamentação do marco legal das eólicas offshore. Com isso, a Coalizão Eólica Marinha (CEM), que reúne empresas e instituições do setor, será lançada em Brasília visando movimentar até R$ 900 bilhões na economia brasileira até 2050.
Potencial de Geração de Empregos e Desenvolvimento Industrial
A Coalizão Eólica Marinha tem entre os fundadores o Global Wind Energy Council (GWEC), e a diretora-presidente do grupo destaca o potencial de geração de empregos e desenvolvimento industrial através da exploração de energia eólica offshore. A estimativa é de 500 mil empregos até 2050, além de 1.200 GW de capacidade instalada nas macrorregiões brasileiras: Nordeste, Sudeste e Sul.
Modalidades de Concessão e Agências Reguladoras Envolvidas
A concessão de áreas para geração de energia elétrica em alto-mar poderá ocorrer através de oferta permanente, onde o empreendedor escolhe as áreas para exploração, ou por oferta planejada, quando o governo assume o planejamento e estudo das localidades. A decisão sobre qual agência reguladora ficará responsável pelo processo, entre Aneel e ANP, ainda está em aberto.
Grandes Companhias Apostam no Mercado de Energia Eólica Offshore
Além da Petrobras, Shizen Energy (Japão), Copenhagen Infrastructure Partners (Dinamarca), Equinor, TotalEnergies e Shell estão entre as grandes companhias que estão apostando no mercado de energia eólica offshore no Brasil. Existe um potencial de crescimento acelerado com alinhamento entre governo e Congresso sobre o tema.
Com a regulamentação em andamento e a previsão de início das concessões de áreas em alto-mar até maio, o setor de energia eólica offshore no Brasil se mostra promissor. A Coalizão Eólica Marinha surge como uma iniciativa que visa impulsionar a economia e o desenvolvimento sustentável através da exploração desse tipo de energia limpa.
A geração de empregos, o aumento da capacidade instalada e o potencial de investimento de R$ 900 bilhões destacam a relevância desse setor para o país. Com grandes empresas nacionais e internacionais interessadas no mercado, a expectativa é de um crescimento significativo nos próximos anos.
A definição das modalidades de concessão e das agências reguladoras envolvidas, como Aneel e ANP, será fundamental para o avanço e a segurança jurídica do setor. A atuação do Ibama na emissão de licenças ambientais também é um ponto importante para garantir a sustentabilidade das operações de energia eólica offshore no Brasil.
Diante desse cenário positivo, espera-se que a energia eólica offshore tenha um papel fundamental na matriz energética brasileira, contribuindo para a diversificação da matriz e a redução das emissões de gases de efeito estufa. Com o apoio do governo, do setor privado e da sociedade, a tendência é que o mercado de energia eólica em alto-mar se consolide como uma alternativa viável e sustentável para o país.
Fonte: Estadão
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