Brasileiros rejeitam inflação e fortalecem a atuação do Banco Central, afirma Galípolo

Sociedade brasileira não tolera inflação, afirma presidente do BC

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou a mudança de postura da sociedade brasileira em relação à inflação, ressaltando que hoje em dia, a população não tolera mais a alta de preços. Segundo ele, esse cenário é benéfico para a atuação da autoridade monetária, pois demonstra uma maior vigilância por parte dos cidadãos em relação à inflação.

Em um evento promovido pela FGV no Rio de Janeiro, Galípolo mencionou que os banqueiros centrais não enfrentam críticas apenas por elevar os juros, mas também por cortá-los excessivamente, o que pode gerar impactos na inflação. Destacou que essa mudança de comportamento da sociedade em relação à inflação traz um desafio adicional para a condução da política monetária.

De acordo com o presidente do BC, houve avaliações de que a decisão de manter os juros em níveis baixos durante a pandemia pode ter contribuído para a perda da reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022. A taxa básica de juros, Selic, chegou a ficar em 2% durante esse período, segundo Galípolo.

A instituição iniciou um ciclo de “calibração” da Selic em março, reduzindo a taxa para 14,75% ao ano. Galípolo defende que os juros permaneçam em um nível restritivo, considerando as incertezas decorrentes do cenário internacional, em especial a guerra no Irã.

Galípolo ainda ressaltou a importância de manter a cautela na condução da política monetária, o que permitiu ao Banco Central lidar de forma mais favorável com os impactos recentes da guerra no Irã. Destacou que essa postura cautelosa contribuiu para um crescimento econômico mais próximo do potencial do país e uma taxa de câmbio mais estável.

Apesar dos dados econômicos positivos, como baixa inflação e desemprego em patamares históricos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta dificuldades em pesquisas de popularidade. Galípolo apontou que a preocupação persiste devido ao mercado de trabalho ainda estar apertado e às expectativas de inflação que não estão totalmente controladas.

O presidente do BC reforçou que a estratégia de cautela da autarquia consiste em analisar com profundidade os desafios presentes no ambiente econômico para tomar decisões mais seguras. Contudo, não há sinalizações claras sobre os próximos passos em relação à Selic, indicando que a autoridade monetária opta por aguardar para agir de forma mais assertiva no futuro.

Em um cenário de desafios e incertezas, a postura cautelosa do Banco Central se torna fundamental para manter a estabilidade econômica e financeira do país. A atenção da sociedade à inflação e a busca por uma maior transparência nas decisões de política monetária mostram a importância de um diálogo constante entre o BC e os cidadãos, visando garantir um ambiente econômico mais sólido e previsível.

Fonte original: Valor Econômico

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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