Dependência do cenário internacional influenciará ajuste dos juros pós primeiro corte da Selic.
Copom corta Selic e condiciona novos cortes ao cenário externo
O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, marcando o primeiro corte em quase dois anos. A medida foi tomada com cautela diante das incertezas inflacionárias relacionadas ao conflito no Oriente Médio. A possibilidade de mais cortes ficou condicionada aos desdobramentos desse cenário externo, de acordo com economistas e analistas.
Postura cautelosa do Copom diante do cenário
Economistas como Rodolpho Sartori, da Austin Rating, destacam que a decisão do Copom foi influenciada pela desancoragem das expectativas de inflação. Mesmo com riscos como os preços das commodities e o impacto na atividade econômica, o Copom optou por um corte mais suave. A situação externa, especialmente no Oriente Médio, deve guiar o ritmo de redução dos juros no Brasil.
Projeções e efeitos da decisão do Copom
Caio Megale, economista-chefe da XP, prevê que a calibragem monetária futura poderá ser menos intensa do que o previsto anteriormente, destacando a importância do monitoramento dos preços do petróleo, da taxa de câmbio e das expectativas de inflação. A decisão do Copom reconhece os efeitos da política monetária sobre a atividade econômica, segundo Raphael Vieira, da Arton Advisors, e Danilo Passos, da WHG.
Análise dos especialistas e projeções futuras
Especialistas como Bruna Centeno, da Blue3 investimentos, consideram o corte de 0,25 ponto percentual como um respiro, enquanto Bruno Perri, da Forum Investimentos, destaca a sensibilidade do Copom às expectativas de inflação. A próxima reunião do Copom, em abril, será influenciada por dados como IPCA-15 e IPCA fechado de março, que poderão resultar em novos cortes na taxa Selic, de acordo com Sérgio Samuel dos Santos, do Sistema Ailos.
Projeções e expectativas futuras para a taxa Selic
Diversos economistas já projetam novos cortes na taxa Selic para as próximas reuniões do Copom. Enquanto a XP prevê cortes de 0,50 ponto percentual, o ASA aponta para um possível ajuste de meio ponto percentual para abril. Flávio Serrano, do Banco Bmg, mantém a projeção de um ciclo de corte que poderá levar a Selic a 12% ao final de 2026. Já Étore Sanchez, da Ativa Investimentos, aposta em cortes mais agressivos, com expectativa de redução de 0,75 ponto percentual até novembro e encerrando o ano em 11%.
A decisão do Copom reflete o cuidado em equilibrar a política monetária diante das incertezas do cenário atual, com a expectativa de que a economia se beneficie de ajustes graduais e bem calculados nos próximos meses.
Fonte original: Infomoney
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