Vendas no varejo brasileiro mantêm crescimento em janeiro
O varejo brasileiro iniciou o ano de 2026 com um desempenho positivo, impulsionado por um mercado de trabalho aquecido e crescimento da renda disponível. Segundo economistas, esses fatores contribuíram para sustentar as vendas, mesmo em um cenário de juros elevados e endividamento das famílias.
No conceito restrito, que exclui alguns setores, o volume de vendas cresceu 0,4% em janeiro em relação a dezembro. Já no conceito ampliado, que engloba veículos, materiais de construção, entre outros, a alta foi de 0,9%.
Entre os segmentos que se destacaram positivamente estão os produtos farmacêuticos, perfumaria, cosméticos, varejo de veículos automotores e materiais de construção. Além disso, grupos como supermercados, alimentos, bebidas, eletrodomésticos e outros artigos pessoais tiveram resultados sólidos.
Setores sensíveis à renda e crédito impulsionam crescimento
De acordo com estimativas da XP, o grupo de atividades do varejo mais sensíveis à renda avançou 0,5% em janeiro, enquanto o grupo sensível ao crédito cresceu 2,1% na mesma comparação. Isso mostra que tanto a renda quanto o crédito influenciaram positivamente as vendas no varejo.
Economistas destacam que medidas como a reforma do Imposto de Renda, a expansão do crédito consignado privado, o aumento do salário mínimo e transferências sociais podem impulsionar o consumo ao longo do ano, especialmente nos segmentos mais ligados à renda.
Projeções otimistas para a economia em 2026
Após os dados divulgados pelo IBGE, o XP Tracker projeta um crescimento de 0,94% para o PIB do primeiro trimestre de 2026. A projeção para o crescimento anual do PIB permanece em 2,0%.
Analistas preveem uma retomada no desempenho do varejo nos próximos meses, sustentada pelo aumento da renda das famílias. A expectativa é que o consumo das famílias seja um dos principais motores da atividade econômica, com projeções de crescimento de 0,9% no primeiro trimestre e 1,8% ao longo do ano.
Tendências e desafios para o setor varejista
Mesmo com o resultado positivo de janeiro, economistas alertam que o setor varejista ainda enfrenta desafios, como a dependência de atividades ligadas ao consumo essencial, como supermercados e farmácias. A recomposição de perdas dos meses anteriores reflete mais um ajuste do que uma mudança de tendência no desempenho do setor.
A expectativa é de que o varejo perca um pouco de tração ao longo do ano, impactando a economia. No entanto, as projeções indicam um crescimento de 1,7% em 2026 e 2027, impulsionado por medidas de estímulo do governo e pelo aumento da renda das famílias.
Perspectivas para o mercado financeiro
A expansão das vendas no varejo em janeiro foi vista de forma positiva no mercado financeiro, que projeta um início de ano mais forte do que o esperado. Economistas apontam que as vendas sensíveis ao crédito e à renda aumentaram em janeiro, revertendo o desempenho do mês anterior.
A expectativa é de vendas mais sustentadas nos próximos meses do primeiro trimestre, impulsionadas por medidas como isenções de Imposto de Renda e aumentos no salário mínimo. Apesar de desafios como os juros ainda elevados, as análises indicam que o varejo brasileiro deve encerrar 2026 com um crescimento próximo a 2% em relação ao ano anterior.
Fonte original: CNN Brasil
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
