Tensão no Irã pode impactar inflação e juros no Brasil – Entenda!

Tensão no Oriente Médio impacta economia brasileira

O ataque militar dos Estados Unidos e Israel ao Irã acendeu alerta para a economia brasileira devido ao risco de choque na oferta de petróleo. Com o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, enfrentando interrupções, a inflação e os juros no Brasil podem sofrer pressões.

Segundo análise da XP, o aumento do preço do barril de petróleo pode impactar diretamente a inflação doméstica. Para cada elevação de US$ 10 no preço do barril, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pode aumentar cerca de 40 pontos-base em 2026.

Projeções da XP e do JPMorgan

A XP projeta que, com o barril em torno de US$ 60, a inflação no Brasil pode chegar a 3,8%. Caso a cotação alcance US$ 70, a inflação passaria para 4,2%, e com US$ 80 por barril, a projeção é de 4,5%. Já o JPMorgan avalia que o barril pode atingir entre US$ 100 e US$ 120 se o Estreito de Ormuz permanecer bloqueado por três semanas.

Impacto do preço do petróleo na inflação doméstica

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, aponta que a inflação brasileira fica segura com cotações de petróleo de até US$ 85. A partir desse valor, há um risco de pressão inflacionária. Para o especialista Paulo Vicente, um cenário com barril acima de US$ 100 poderia afetar o Brasil em uma ou duas semanas, gerando instabilidade.

Possíveis mudanças na política monetária

O conflito no Oriente Médio, segundo Fabiano Zimmermann, do ASA, não deve alterar, por enquanto, o plano do Banco Central de iniciar o ciclo de cortes de juros. No entanto, a intensidade e a duração do conflito podem influenciar essa decisão.

Leonardo Costa, economista do ASA, destaca que a Petrobras tem uma política de suavização de preços que pode retardar repasses internacionais para os combustíveis. Zimmermann alerta que uma prolongação da crise pode afetar a valorização do real e provocar mudanças nos preços do petróleo, o que limitaria a flexibilização monetária.

Reflexo no cenário fiscal e no Copom

A alta do petróleo, por outro lado, pode trazer benefícios ao Brasil em termos de arrecadação. A XP estima que um aumento de US$ 10 no preço do petróleo pode gerar um acréscimo de R$ 10,7 bilhões em receitas fiscais líquidas, provenientes de royalties e dividendos da Petrobras.

A guerra no Oriente Médio pode levar o Copom a adotar uma postura mais cautelosa, potencialmente reduzindo o ritmo ou a magnitude dos cortes na taxa Selic. No entanto, o comitê costuma considerar um horizonte de longo prazo em suas decisões.

Fonte: InfoMoney

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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