Brasil em Inglês: O retrato da desigualdade linguística no país

Desigualdade na proficiência em inglês no Brasil reflete disparidades regionais

O Índice de Proficiência em Inglês EF (EF EPI) de 2025 revela um avanço de 16 pontos na pontuação nacional do Brasil, agora em 482. No entanto, essa melhora não mascara a profunda desigualdade interna no país. A proficiência em inglês é altamente concentrada em algumas áreas, com uma diferença de até 169 pontos entre as capitais mais e menos proficientes na língua.

Norte e Centro-Oeste têm índices mais baixos, Sul e parte do Sudeste lideram

Os dados do EF EPI 2025 apontam que a proficiência em inglês no Brasil é mais elevada nos estados do Sul e parte do Sudeste e Centro-Oeste, geralmente na categoria de Proficiência Moderada. O Distrito Federal lidera o ranking com 541 pontos, seguido por Rio Grande do Sul (541) e Santa Catarina (534), todos na mesma categoria.

Disparidade entre capitais mostra a magnitude da desigualdade

A análise por cidades e capitais revela uma grande disparidade no Brasil, com uma diferença de 169 pontos entre as mais e menos proficientes em inglês. Florianópolis (577) é a cidade mais proficiente, seguida por Porto Alegre (570) e Curitiba (556). Capitais como Brasília (544), São Paulo (518) e Rio de Janeiro (512) apresentam pontuações moderadas, enquanto Porto Velho (408) tem a pior pontuação do país.

Fatores estruturais e econômicos perpetuam a desigualdade

Eduardo Santos, vice-presidente sênior da Efekta e diretor-geral da EF na América Latina, destaca que a disparidade na proficiência em inglês no Brasil reflete desigualdades históricas no acesso à educação, exposição ao idioma e oportunidades de uso prático da língua. Regiões com menor acesso a recursos educacionais enfrentam barreiras significativas, enquanto localidades com maior dinamismo econômico tendem a concentrar investimentos educacionais e ambientes profissionais favoráveis ao idioma.

Soluções incluem políticas públicas e formação de professores

Santos enfatiza que a solução para reduzir essa desigualdade passa pela continuidade de políticas públicas eficazes, investimento na formação de professores e criação de oportunidades reais de prática do idioma. A proficiência em inglês, segundo ele, está intrinsecamente ligada a fatores sociais e governamentais, além do poder aquisitivo individual.

Diante desse cenário, a necessidade de investimentos e políticas inclusivas para promover a igualdade de oportunidades no aprendizado de idiomas se torna cada vez mais evidente. A proficiência em inglês não deve ser um privilégio de poucos, mas sim uma ferramenta acessível a todos os brasileiros, independentemente da região em que vivem.

Fonte original: CNN Brasil

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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