Tarifas americanas forçam governo a reformular estratégia do Brasil Soberano 2.0

Governo brasileiro redesenha plano Brasil Soberano diante de novas tarifas dos EUA

O governo brasileiro está avaliando relançar o plano Brasil Soberano, que foi criado no ano passado para ajudar exportadores impactados pelas tarifas dos Estados Unidos. Agora, a intenção é atender produtos que continuam sujeitos a sobretaxas setoriais de até 50% no âmbito da Seção 232. O novo plano, chamado de “Brasil Soberano 2.0”, utilizará recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sem recorrer ao Tesouro Nacional.

As sobretaxas impostas com base na Seção 232 afetam 29% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, incluindo setores como aço e alumínio, que estão sujeitos a uma alíquota extra de 50%. Além disso, as autopeças enfrentam uma tarifa de 25% no mercado americano.

Apesar da decisão da Suprema Corte dos EUA de derrubar as tarifas implementadas pelo ex-presidente Donald Trump, as tarifas aplicadas sob a Seção 232 permanecem em vigor.

Recursos remanescentes do BNDES podem ser utilizados para apoiar exportadores brasileiros

Durante uma entrevista coletiva, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, mencionaram que o governo está estudando novas medidas para minimizar o impacto nos setores afetados pelas tarifas da Seção 232.

Mercadante explicou que parte dos recursos disponibilizados no plano Brasil Soberano não foram utilizados e agora a proposta é direcionar esses recursos para apoiar os exportadores afetados pelas tarifas. Segundo ele, os setores tarifados terão que lidar por mais tempo com as sobretaxas, o que justifica a criação do Brasil Soberano 2.0. Mercadante ressaltou que a iniciativa foi elaborada pelo ministério da Indústria e está sendo analisada pelo ministério da Fazenda, destacando que os recursos estão disponíveis no BNDES, sem necessidade de apoio do Tesouro.

Por fim, diante do contexto de incertezas geradas pelas tarifas impostas pelos EUA, o governo brasileiro busca alternativas para manter a competitividade dos exportadores nacionais e garantir a sustentabilidade dos setores impactados pela recém-anunciada taxa de 50%. Ainda que o cenário internacional se mostre desafiador, as autoridades econômicas estão atentas e agindo proativamente para proteger a economia brasileira frente às adversidades do comércio exterior.

Fonte: Valor Econômico

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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