PIB do 3º trimestre de 2025 apresenta alta de 0,1% e economia desacelera
No terceiro trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou um crescimento de 0,1%, resultado abaixo das expectativas do mercado e que reflete a desaceleração gradual da economia do país. Enquanto o agronegócio e a indústria de petróleo e gás impulsionaram o resultado positivo, o consumo das famílias e o setor de serviços permaneceram estagnados, influenciados pelos juros elevados.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o avanço do terceiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2024 foi de 1,8%, com um acumulado de 2,7% nos últimos 12 meses. Estes números superam a mediana do mercado e foram impactados por revisões de dados, especialmente no PIB da agropecuária.
O PIB do terceiro trimestre de 2025 totalizou R$ 3,2 trilhões, com destaque para o setor de serviços que registrou um avanço de apenas 0,1%. Segundo especialistas, esse baixo crescimento reflete o alto endividamento das famílias, a taxa Selic elevada e a questão da produtividade no país.
Enquanto a agropecuária teve um crescimento de 0,4%, impulsionada por produtos como milho e café, a indústria apresentou alta de 0,8%, com destaque para a indústria de transformação e a extração de petróleo e minério. O consumo das famílias praticamente ficou estável, com variação de 0,1%, evidenciando uma perda de poder de compra.
Impacto das exportações e projeções para a economia brasileira
As exportações tiveram um avanço de 3,3% no terceiro trimestre de 2025, reflexo da política de tarifas implementada pelo governo dos Estados Unidos. Esse aumento nos Impostos para produtos brasileiros resultou na busca por novos parceiros comerciais, como a China, contribuindo para os resultados do período.
Na visão de economistas, a economia brasileira “andou de lado” neste trimestre, com uma acomodação do crescimento e uma perda de ritmo nos serviços, enquanto a indústria extrativa se destacou. As projeções para o PIB de 2025 variam entre 1,9% e 2,5%, com revisões positivas nas expectativas de crescimento, mesmo com o resultado do terceiro trimestre abaixo das estimativas.
Especialistas apontam que a economia nacional continua robusta, com um crescimento acumulado acima da tendência pré-pandêmica. A alta nos investimentos e na poupança são indicadores importantes para monitorar o cenário econômico e as perspectivas para os próximos trimestres.
Conclusão
Apesar do crescimento modesto no terceiro trimestre de 2025, a economia brasileira se mantém resiliente, impulsionada por setores como o agronegócio e a indústria extrativa. A estagnação em segmentos como o consumo das famílias e os serviços apontam desafios a serem superados, como a alta dos juros e a baixa produtividade no país. As projeções para o restante do ano variam, mas indicam um cenário de crescimento moderado, alinhado com as expectativas do mercado e das autoridades econômicas.
Fonte original: Estadão
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
