Indústria critica corte de juros
A decisão do Copom de reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, foi considerada positiva pelas entidades que representam a indústria, porém insuficiente para estimular investimentos e reativar a economia.
A Fiesp avalia o corte como “tímido”, destacando que as taxas de juros praticadas no Brasil são seis vezes superiores ao índice de inflação. Enquanto a CNI aponta que a redução da Selic não será capaz de deter a desaceleração econômica, destravar investimentos e reduzir o endividamento.
Insuficiência do corte
A CNI destaca que a taxa de juros real situa-se em 10,4% ao ano, 5,4 p.p. acima da taxa neutra estimada em 5% a.a. Segundo a entidade, a Selic atual é 4,6 p.p. mais restritiva do que o necessário para controlar a inflação.
Expectativas e recomendações
Para a Fiesp, é urgente que o governo controle seus gastos excessivos e déficits, que elevam a dívida pública para cerca de 80% do PIB. A entidade defende um ambiente mais favorável aos negócios para impulsionar o crescimento econômico.
A FIRJAN destaca que o atual patamar de juros é significativamente restritivo, especialmente para a indústria de transformação. Mesmo com incertezas ligadas ao ciclo eleitoral, a entidade aponta a necessidade de comprometimento com uma agenda de contenção de gastos para reduzir o risco-país e permitir juros mais baixos de forma sustentável.
Conclusão
Diante de um cenário onde a inflação está em declínio e as expectativas de mercado seguem controladas, a indústria espera uma intensificação dos cortes na Selic nas próximas reuniões do Copom. A redução dos juros é vista como fundamental para estimular investimentos, reduzir endividamento e impulsionar o crescimento econômico.
Fonte: InfoMoney
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
