Senador norte-americano propõe tarifa de 100% sobre importações brasileiras de petróleo russo

O senador americano Lindsey Graham alertou sobre a possibilidade de os EUA imporem tarifas adicionais a países que continuarem comprando petróleo da Rússia, com uma alíquota de 100%. O Brasil é mencionado como um alvo possível.

Segundo Graham, China, Índia e Brasil são responsáveis por adquirir 80% do petróleo russo a preços acessíveis, o que, segundo ele, financia as atividades bélicas de Putin.

O parlamentar da Carolina do Sul afirmou em entrevista à Fox News que, caso a prática persista, os EUA implementarão as tarifas como forma de punição por auxiliarem a Rússia nesse contexto.

O senador Lindsey Graham ressaltou que a China, a Índia e o Brasil são os maiores compradores do petróleo russo a preços mais vantajosos, o que, de acordo com ele, viabiliza as ações militares de Putin.

Graham ameaça impor uma tarifa de 100% sobre esses países, alertando que a continuidade dessas transações resultará em sérias penalidades econômicas.

O senador dos EUA enfatizou que a imposição das tarifas seria uma estratégia para pressionar países como China, Índia e Brasil a interromperem a compra de petróleo russo a preços reduzidos, como uma forma de coibir o financiamento das atividades bélicas promovidas por Putin.

Caso essa medida seja de fato implementada, o Brasil poderia enfrentar sérias repercussões econômicas devido à taxação de 100% sobre as importações de petróleo russo. Essa ação representaria um impacto significativo no custo de aquisição desse recurso vital para a economia brasileira.

O senador Lindsey Graham deixou claro que os EUA pretendem usar essa estratégia como forma de forçar a China, a Índia e o Brasil a escolherem entre apoiar a economia americana ou colaborar indiretamente com as atividades bélicas de Putin ao comprarem petróleo russo a preços mais acessíveis.

Graham destacou que, enquanto a Rússia pode resistir às sanções econômicas, os países compradores terão que decidir entre continuar beneficiando a máquina de guerra russa ou priorizar as relações econômicas com os Estados Unidos.

Além das ameaças de tarifas, os EUA continuam apoiando a Ucrânia enviando armamentos para que o país possa se defender das agressões russas. Essa postura visa fortalecer a capacidade de resposta ucraniana diante das investidas promovidas pelo governo de Putin.

A declaração do senador Lindsey Graham evidencia as crescentes tensões geopolíticas e econômicas envolvendo a Rússia e seus principais compradores de petróleo. A possibilidade de taxação de 100% sinaliza uma mudança significativa na postura dos EUA em relação aos países que se beneficiam do petróleo russo a preços vantajosos. Resta aguardar para ver como esses países irão reagir e quais serão os desdobramentos dessa ameaça de tarifas sobre a economia global.

Fonte original: Estadão

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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