Reforma Tributária Deve Impulsionar Exportação de Serviços e Tecnologia no Brasil
Especialistas destacam os benefícios da reforma tributária para o comércio exterior de serviços no Brasil. Durante o ENAEX 2025, realizado pela AEB, foi discutido o papel dos serviços no novo cenário tributário que se inicia em 2026.
O setor de serviços representa mais de dois terços do PIB brasileiro, porém contribui com apenas 13% das exportações do país. A reforma tributária pretende simplificar as regras, eliminar distorções e tornar o ambiente mais competitivo para quem exporta.
Novo Modelo Tributário e Impacto nas Exportações
A unificação de Tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS em dois Tributos sobre valor agregado, o IBS e a CBS, promete facilitar as exportações. Com uma alíquota estimada em 28% para operações internas e isenção para exportações, vender para o exterior se tornará mais vantajoso.
A expectativa é que a mudança no modelo tributário leve as empresas brasileiras a adotarem a exportação de serviços como uma estratégia essencial para sobreviver no cenário global. Isso pode impulsionar o setor de tecnologia, que apesar do potencial inovador, ainda é pouco explorado nas exportações.
Desafios e Oportunidades para Pequenas e Médias Empresas
Segundo Ricardo Keiper, da GE-CELMA, a transição para o novo modelo tributário exigirá preparo e coordenação entre empresas e governo. Especial atenção deve ser dada às pequenas e médias empresas, que podem enfrentar desafios adicionais. Investir em capacitação e suporte técnico será essencial para que essas empresas se ajustem ao novo cenário.
Empresas como a GE-CELMA, maior exportadora de serviços industriais do país, já estão se adaptando e ampliando sua presença internacional. A inauguração de uma nova oficina em Três Rios (RJ) demonstra a busca por estar alinhado com as exigências do comércio exterior.
Políticas Públicas e Ecossistemas de Inovação
O secretário Rafael Cunha destacou a importância das políticas públicas e dos ecossistemas de inovação para se adaptar ao novo cenário tributário. Exemplos como o Porto Digital, no Recife, mostram como é possível combinar tecnologia, inovação e competitividade para fortalecer a presença internacional.
Cunha ressaltou a necessidade de o Brasil gerar propriedade intelectual, desenvolver ciência e criar soluções que mantenham o valor dentro do país. A junção entre tributação moderna, inovação e educação tecnológica será fundamental para o futuro econômico do Brasil.
Novo Cenário para Exportação de Serviços e Tecnologia
O novo modelo tributário representa um divisor de águas ao penalizar menos as empresas que buscam atuar globalmente. Exportar serviços e tecnologia se tornará um caminho natural, levando as empresas a competir em escala internacional. O momento é de preparação e adaptação para estar alinhado com as práticas globais e explorar um novo ciclo de expansão baseado em inovação e competitividade.
A reforma tributária não apenas simplifica o sistema, mas também redefine o papel dos serviços no desenvolvimento econômico do país. Ao adotar um modelo mais próximo do IVA internacional, o Brasil se posiciona de forma mais competitiva globalmente, abrindo portas para um novo ciclo de crescimento.
Fonte: Jornal Contábil
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