Receita inclui fintechs como instituições financeiras a partir de amanhã, anuncia Haddad

Fintechs serão enquadradas como instituições financeiras a partir de amanhã

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que a Receita Federal passará a considerar as fintechs como instituições financeiras a partir de amanhã. A medida tem o objetivo de possibilitar uma fiscalização mais rigorosa sobre essas empresas, com o intuito de coibir atividades de lavagem de dinheiro associadas ao crime organizado.

Haddad ressaltou que as fintechs deverão cumprir as mesmas obrigações que os grandes bancos, o que inclui prestar esclarecimentos sobre suas movimentações financeiras. A decisão será implementada por MEIo de uma instrução normativa da Receita Federal, buscando facilitar a identificação de esquemas ilícitos.

Inclusão das fintechs na e-Financeira

Com a mudança, as fintechs serão incluídas na e-Financeira, obrigação fiscal da Receita Federal direcionada para empresas do setor financeiro. Atualmente, somente as instituições financeiras tradicionais estão sujeitas a essa obrigação, deixando as fintechs fora do alcance do monitoramento fiscal e de risco.

No ano anterior, a Receita havia editado uma portaria para ampliar o acompanhamento de transações financeiras, abrangendo inclusive o Pix. Entretanto, essa medida foi revogada devido à disseminação de informações falsas sobre o assunto. Posteriormente, uma Medida Provisória foi publicada para garantir a gratuidade e sigilo das transações realizadas via Pix.

Projeto do devedor contumaz

Haddad destacou que o relator do projeto do devedor contumaz, senador Efraim Filho, incluiu a Receita Federal em seu parecer, o que poderá contribuir no enfrentamento ao crime organizado. O projeto tem como propósito identificar e punir empresas que deixam de pagar Impostos de forma reiterada e sem motivo legítimo.

A proposta do devedor contumaz busca criar critérios claros para punir empresas que sonegam Impostos frequentemente. Uma proposta para punir esse tipo de devedor foi feita pela Fazenda em 2019, e uma nova versão foi apresentada em março de 2024 pela equipe econômica atual. A proposta, entretanto, enfrenta desafios no Congresso.

Essas iniciativas são parte dos esforços do governo para aprimorar o controle financeiro e combater atividades ilícitas no setor econômico, visando garantir maior transparência e segurança nas transações financeiras realizadas no país.

Fonte original: Valor Econômico

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

AmdJus - Portal de contabilidade online
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.