Receita Federal: o que as fintechs precisam saber sobre envio de e-Financeira

Fintechs em alerta: como se adequar à e-Financeira e evitar problemas no envio à Receita

Fintechs e instituições de pagamento agora têm as mesmas obrigações acessórias que as instituições financeiras tradicionais, de acordo com a Instrução Normativa RFB nº 2.278/2025. Isso deve intensificar o combate a crimes tributários e lavagem de dinheiro, integrando mais amplamente todas as operadoras do sistema ao controle fiscal.

Para orientar o setor, o Chieff of Staff da Lerian, João Gabriel Pereira, especialista em infraestrutura financeira open source, traz esclarecimentos sobre a operacionalização da nova norma, focando nos principais requisitos e prazos a serem observados.

Detalhes do envio de dados

A e-Financeira para fintechs requer o envio de dados consolidados por conta de pagamento, não exigindo transações individuais. Entre as informações solicitadas estão a identificação completa do titular, dados da conta, saldo disponível no último dia de cada mês, total mensal de entradas e saídas de recursos, e detalhes sobre produtos de investimento atrelados à conta.

Limites e periodicidade das informações

O reporte dos dados é obrigatório quando o valor total de saídas de uma conta ultrapassa R$ 5 mil mensais para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas. A periodicidade do envio é semestral, com os dados de janeiro a junho enviados até agosto, e os de julho a dezembro até fevereiro do ano seguinte.

Formas de realizar o envio

O processo de envio segue o padrão adotado pelo sistema financeiro, com o arquivo em formato XML submetido por MEIo do Portal da SPED ou via Web Services, conforme as diretrizes da Receita Federal.

Garantia de transparência e segurança

A implementação da IN 2.278/2025 representa um avanço na regulação do setor financeiro brasileiro, refletindo a maturidade do ecossistema de pagamentos. A adaptação às novas regras não apenas evita penalidades, mas também fortalece a posição competitiva das empresas perante um mercado cada vez mais regulado e consciente das boas práticas de compliance.

Conclusão

A harmonização das obrigações acessórias entre bancos e fintechs era um passo esperado e necessário. Agora, o desafio do setor é transformar esse requisito regulatório em uma oportunidade para demonstrar transparência, robustez e compromisso com a segurança das operações financeiras.

Nesse sentido, a transmissão eficaz das informações exigidas pela e-Financeira torna-se crucial para garantir a conformidade das fintechs e IPs com as novas normas, fortalecendo a confiança dos usuários finais no sistema financeiro como um todo.

Fonte: Agência Brasil

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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