Minas Gerais se prepara para ser ambiente de apoio no sistema do IBS
Durante a 7ª Semana de Inovação — Inovar 2025, realizada em Belo Horizonte, o Estado de Minas Gerais se candidatou para atuar como repositório de documentos fiscais no projeto piloto do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A proposta é funcionar como site de contingência e redundância, garantindo estabilidade ao sistema durante o compartilhamento e transmissão de dados fiscais.
O piloto do IBS deverá processar mais de 100 bilhões de documentos fiscais eletrônicos, representando um dos maiores volumes de dados já tratados no Brasil. A fase de testes do sistema está sendo desenvolvida de forma colaborativa entre as secretarias de Fazenda dos estados, com suporte técnico da Receita Federal.
Desafios tecnológicos e integração com o sistema financeiro
O maior desafio operacional do IBS está na implementação do modelo de split payment, mecanismo que prevê o recolhimento automático e fracionado dos Tributos no momento do pagamento. Essa mudança exige integração com o sistema financeiro, incluindo fintechs e novos arranjos de pagamento.
A Prodemge, responsável pela infraestrutura tecnológica de Minas Gerais, busca contribuir para a estabilidade e continuidade das operações fiscais. A integração entre fisco, sistema financeiro e tecnologia da informação será fundamental para a segurança e efetividade do novo modelo fiscal que entrará em operação em 2026.
Importância estratégica de Minas Gerais na estrutura tecnológica nacional
Minas Gerais, com uma das infraestruturas fiscais mais avançadas, pretende ser ponto de redundância do sistema nacional, garantindo operações contínuas em caso de falhas no ambiente principal. A cooperação técnica entre entes federativos é fundamental para viabilizar o novo modelo tributário.
A reforma tributária visa trazer a tecnologia para o centro da política fiscal, tornando a TI parte integrante do negócio tributário. A construção do ambiente tecnológico do IBS demanda integração entre estados, bancos, fintechs e fisco nacional, com protocolos de segurança para a transmissão de dados em larga escala.
Expectativas e próximos passos
Enquanto o Comitê Gestor do IBS não é oficialmente instituído, os estados trabalham na definição dos padrões técnicos e procedimentos de interoperabilidade. Modelos de redundância, replicação de dados e auditoria de performance são discutidos para garantir que o sistema esteja preparado para operação assistida a partir de 2026.
A participação de Minas Gerais no desenvolvimento do piloto do IBS destaca a importância da colaboração entre entes federativos para o sucesso da reforma tributária. Atuando como repositório de contingência, o estado busca contribuir para a resiliência tecnológica do sistema, preparando-se para a transição ao modelo unificado de tributação sobre o consumo.
Fonte: Portal Contábeis
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
