Litigância excessiva na aviação gera prejuízo bilionário e desperta atenção do Judiciário

Litigância abusiva na aviação preocupa o Judiciário brasileiro

Recentemente, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou dois passageiros por litigância de má-fé em ações contra a Lufthansa. Surpreendentemente, os autores não estavam na lista de passageiros, resultando na condenação por improcedência e má-fé.

A litigância abusiva tem sido um problema crescente no Judiciário brasileiro, com mais de 129 mil processos mencionando o tema. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) registrou 34,7 mil casos somente no primeiro semestre de 2025. Os prejuízos econômicos estimados ultrapassam R$ 10,7 bilhões, segundo estudos do Centro de Inteligência da Justiça de Minas Gerais.

Para combater essas práticas, a utilização de tecnologia e profissionais especializados é essencial. A identificação de padrões de litigância abusiva contribui para a racionalização do sistema de justiça e a redução de impactos econômicos sobre empresas e o Poder Judiciário.

Suspensão de processos contra aéreas gera debate entre passageiros e empresas

A suspensão nacional de processos contra companhias aéreas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) trouxe à tona a discussão entre passageiros e empresas. O ministro Dias Toffoli esclareceu que a medida se aplica apenas em casos de força maior, não englobando falhas operacionais.

Essa pausa tem o objetivo de evitar decisões conflitantes entre o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA). A guerra jurídica entre passageiros e companhias aéreas ainda deve se estender, especialmente com o aumento no fluxo de passageiros nos aeroportos brasileiros.

Em 2025, mais de 130 milhões de passageiros circularam pelos terminais do país, representando um crescimento de 9% em relação ao ano anterior, conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Ministério de Portos e Aeroportos.

Medidas do CNJ e da OAB visam combater a litigância abusiva

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) têm adotado medidas para combater a litigância abusiva. A Recomendação 159/2024 do CNJ orienta juízes e tribunais a identificar, tratar e prevenir esse tipo de prática, devido aos altos prejuízos econômicos causados.

A colaboração do Núcleo de Monitoramento de Perfis de Demandas (Numopede), criado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, tem sido fundamental no combate à litigância predatória e ao uso abusivo do sistema judiciário. A tecnologia e a análise qualificada de demandas repetitivas têm se mostrado eficazes na identificação de padrões de litigância abusiva.

O advogado Hélvio Santos Santana destaca a importância dessas iniciativas para a racionalização do sistema de justiça e a redução de impactos econômicos indevidos sobre empresas e o Poder Judiciário.

Ao analisar os números alarmantes de processos relacionados à litigância abusiva, fica claro que a questão é complexa e requer ações concretas para evitar prejuízos bilionários e garantir a eficiência do sistema judiciário brasileiro.

Fonte: InfoMoney

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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