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Economia

Itaú passa a ver IPCA de 5% ao fim de 2025, com dólar fraco e alívio em alimentos

Itaú reduz projeção de inflação para 2025 e prevê dólar a R$ 5,35

O banco Itaú revisou sua projeção de inflação medida pelo IPCA para 2025, passando de 5,1% para 5,0%. Essa alteração foi motivada, principalmente, pela queda nos preços de alimentos, impactados pela valorização da moeda brasileira. O cenário mais favorável também se reflete na projeção do dólar para o final do próximo ano, que passou de R$ 5,50 para R$ 5,35.

A valorização do real tem impacto direto nos preços de alimentos e aumenta a possibilidade de redução nos preços da gasolina de refinaria. Além disso, a expectativa de cortes de juros nos Estados Unidos pressiona globalmente a moeda americana, o que contribui para a valorização do real no curto prazo.

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Riscos e cenário futuro

Apesar da melhora nas projeções, o Itaú avalia que os riscos para a inflação em 2025 estão levemente inclinados para baixo. A possibilidade de acionamento de bandeiras tarifárias mais caras devido à menor incidência de chuvas é um dos pontos de atenção para o próximo ano. Para 2026, a projeção de inflação foi mantida em 4,4%, com um balanço de riscos considerado simétrico.

Déficit primário e política monetária

O banco mantém a previsão de déficit primário de 0,6% do PIB para 2025, mas piorou a estimativa para 2026, agora em 1% do PIB. Esta revisão se dá pela forte dependência do governo em receitas extraordinárias. Quanto à política monetária, o Itaú estima que a Selic encerre 2025 em 15% ao ano, com possíveis cortes apenas no início de 2026.

crescimento econômico

Em relação à atividade econômica, o Itaú manteve a projeção de crescimento de 2,2% em 2025, mas com um viés de baixa. Fatores como o aperto do crédito e os efeitos da política monetária sobre o consumo são indicativos para essa previsão.

O cenário cambial e as projeções econômicas são impactados por uma série de variáveis, tanto internas quanto externas. A valorização do real, os cortes de juros nos Estados Unidos e a dependência do governo em receitas extraordinárias são elementos que influenciam no panorama econômico do Brasil nos próximos anos. A dinâmica entre inflação, dólar e crescimento econômico segue sendo monitorada de perto pelos analistas e investidores.

Fonte original: Infomoney

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Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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