Divergência de R$ 1,5 bi na arrecadação com IOF em 2026 e R$ 1,7 bi em 2027
Um relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI) aponta uma divergência de R$ 1,5 bilhão em 2026 e R$ 1,7 bilhão em 2027 na arrecadação com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em relação aos números divulgados pelo governo. As mudanças no IOF visam aumentar a arrecadação e cumprir a meta fiscal estabelecida.
As projeções da IFI apontam que, para atingir a meta fiscal de 2026, será necessário um esforço adicional de R$ 80 bilhões, de acordo com o Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de agosto. Sem esse reforço, o documento alerta que haverá um sério risco de comprometimento do funcionamento da máquina pública.
Impacto e projeções
As iniciativas do governo para aumentar a arrecadação com o IOF devem gerar aproximadamente R$ 16 bilhões em receita bruta em 2025, R$ 39 bilhões em 2026 e R$ 31 bilhões em 2027, segundo a IFI. As estimativas apontam arrecadação de R$ 8,4 bilhões em 2025, R$ 27,7 bilhões em 2026 e R$ 29,1 bilhões em 2027 com as mudanças no Imposto, especialmente no bloco cambial.
O relatório traça três cenários possíveis: baixa arrecadação, redução parcial na base tributável e incremento de 25% na arrecadação devido à adaptação dos agentes econômicos. Com isso, a razão IOF/PIB pode variar entre 0,6% e 1,0% até 2027, dependendo do cenário considerado.
Outras medidas e impactos
Além das mudanças no IOF, a IFI analisou o impacto de outras medidas do governo, como a elevação da alíquota sobre a receita das apostas esportivas, das fintechs e sobre a distribuição de Juros sobre Capital Próprio (JCP). Essas medidas devem elevar a arrecadação em cerca de R$ 10,6 bilhões em 2025 e R$ 19,4 bilhões em 2026.
O conjunto das medidas propostas pelo governo tem o objetivo de aumentar a arrecadação e garantir o cumprimento das metas fiscais estabelecidas. A IFI destaca a importância de acompanhar de perto a evolução dessas medidas e seus impactos sobre a economia e as Finanças públicas.
Fonte original: Estadão
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
