Inflação no Japão desacelera ao menor nível em 2 anos
O indicador de inflação do Japão apresentou uma desaceleração em janeiro de 2026, atingindo o ritmo mais fraco dos últimos dois anos. Os preços ao consumidor, excluindo alimentos frescos, tiveram um avanço de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior, o menor desde janeiro de 2024.
Indicadores de inflação
Enquanto o indicador que exclui energia registrou um avanço de 2,6%, acima da meta de 2% do Bank of Japan (BOJ), a inflação cheia, que engloba todos os itens, desacelerou para 1,5%. Esse resultado foi o primeiro abaixo de 2% desde março de 2022.
Impacto de medidas fiscais
A desaceleração da inflação no Japão reflete medidas fiscais adotadas pela primeira-ministra Sanae Takaichi, que visam aliviar o custo de vida. Em 2025, a inflação excluindo alimentos frescos ficou em 3,1%, marcando o quarto ano consecutivo acima de 2%.
Fatores que influenciaram a desaceleração
A desaceleração da inflação foi impulsionada por fatores temporários, como medidas governamentais para reduzir os custos de combustíveis, levando a uma queda de 5,2% nos preços de energia em janeiro. Além disso, o crescimento dos preços de alimentos (excluindo frescos) também perdeu força, influenciado por uma base de comparação elevada.
Perspectivas econômicas
Apesar do arrefecimento da inflação, o Bank of Japan indicou que o foco continua na inflação subjacente, mantendo a intenção de normalizar a política monetária quando as condições permitirem. Parte dos economistas projeta uma nova alta de juros já em abril.
Impacto nos preços de alimentos
Os preços de serviços, componente-chave para medir a sustentabilidade da inflação, aumentaram 1,4% em um ano. Enquanto isso, o arroz, que havia disparado 101,7% em maio do ano passado, teve um avanço de 27,9%, ainda em desaceleração. Os alimentos, excluindo itens frescos, apresentaram um aumento de 6,2%, o menor ritmo desde março passado.
Crescimento econômico
A economia japonesa registrou um crescimento de apenas 0,1% no último trimestre de 2025, abaixo das expectativas, com o consumo privado avançando no mesmo ritmo. Economistas acreditam que, apesar do arrefecimento, os custos trabalhistas mais altos podem sustentar pressões inflacionárias e levar o Bank of Japan a elevar os juros ainda neste ano.
Fonte: CNN Brasil
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