Inflação do consumo nos EUA sobe 0,2% em setembro
O núcleo do índice PCE de inflação nos Estados Unidos apresentou um aumento de 0,2% em setembro, conforme divulgado pelo Departamento de Comércio. Na comparação anual, o avanço foi de 2,8%. A divulgação do relatório sofreu atrasos devido a uma paralisação governamental de 43 dias.
Dados dentro do esperado
Economistas consultados pela Reuters projetavam um aumento de 0,2% do núcleo do índice em relação a agosto e um crescimento de 2,8% na comparação anual. O núcleo do PCE exclui os preços de alimentos e energia do índice completo.
Impacto nos mercados
Os investidores aguardavam a divulgação do PCE, medida preferida de inflação pelo Federal Reserve, apesar do atraso devido ao shutdown. Os dados desatualizados não devem afetar a decisão sobre a taxa de juros. De acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group, os mercados financeiros indicam quase que completamente um possível corte de 25 pontos-base.
Gastos dos consumidores
Os gastos dos consumidores nos EUA tiveram um leve aumento em setembro, indicando uma desaceleração na economia no final do terceiro trimestre. Essa queda de ritmo é atribuída a um mercado de trabalho fraco e ao aumento do custo de vida, que impactaram a demanda.
Desaceleração nos gastos
Após três meses de ganhos sólidos, os gastos dos consumidores aumentaram 0,3% em setembro, em comparação com um incremento revisado para baixo de 0,5% em agosto. A estagnação no mercado de trabalho afetou principalmente as famílias de renda média e baixa, além do impacto das tarifas do presidente Donald Trump sobre as importações.
Impacto das tarifas
Apesar do aumento dos preços para os consumidores devido às tarifas, o impacto foi gradual, uma vez que algumas empresas absorveram os custos ou utilizaram estoques acumulados antes da entrada em vigor das taxas.
Em resumo, os índices de inflação e gastos dos consumidores nos EUA em setembro mantiveram-se dentro das expectativas, refletindo uma economia que enfrenta desafios como um mercado de trabalho fraco e pressões inflacionárias decorrentes de políticas tarifárias. Os investidores seguem atentos às projeções de cortes de juros no cenário econômico atual.
Fonte: Valor Econômico
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
