Produção industrial brasileira andou de lado em novembro
A produção industrial brasileira teve uma variação nula em novembro, após registrar uma alta de apenas 0,1% no mês anterior. Economistas destacaram a continuidade dos efeitos negativos dos juros altos e das tarifas dos EUA, que pressionam a indústria nacional.
Setor extrativo em queda e farmacêutico em alta
No mês de novembro, 15 dos 25 ramos investigados apresentaram recuo na produção industrial, com destaque para a atividade extrativa de petróleo e gás (-2,6%). Por outro lado, a indústria farmacêutica teve um forte aumento, impulsionando a produção.
Impacto da queda na produção extrativa
A menor produção de óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro foi um dos principais motivos para o recuo na indústria extrativa em novembro. A atividade foi afetada também pelo fechamento de uma refinaria no Rio de Janeiro.
Resultados mistos na indústria manufatureira
A indústria manufatureira apresentou uma alta de 0,2% em novembro, porém, registrou uma queda de 2,2% na comparação anual. A produção de bens de capital teve o terceiro aumento consecutivo em termos mensais, sendo impulsionada pela atividade de Máquinas e Equipamentos.
Projeções para a indústria brasileira
Economistas apontam que a indústria brasileira deve se manter estável no curto prazo, com condições monetárias contracionistas e restrições de oferta dificultando o setor manufatureiro. As projeções indicam um ganho de apenas 0,7% em 2025 e uma expectativa de alta de 1,3% em 2026.
Análise da desaceleração e desafios futuros
Especialistas destacam a desaceleração do setor industrial, atribuindo isso às altas taxas de juros e às tarifas impostas pelos EUA. A expectativa é de uma leve recuperação em dezembro, encerrando 2025 com um aumento acumulado de 0,7%.
Impactos nos segmentos intermediários
A queda observada nos segmentos de intermediários, como nos produtos de madeira, indica um arrefecimento da atividade ao longo da cadeia de produção. A indústria extrativa demonstra potencial de recuperação, com exportações do setor crescendo 53%.
Projeções e expectativas para o setor industrial
Economistas estimam que a economia brasileira deve fechar 2025 com um crescimento de 2,2%, desacelerando nos anos seguintes. Medidas de estímulo adotadas pelo governo, como o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda, devem evitar um cenário de recessão mais intensa. A taxa Selic deve permanecer em 15% na próxima reunião do Copom, com perspectiva de iniciar um ciclo de cortes a partir de março.
Fonte: CNN Brasil
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