Mercado de seguros brasileiro pagou R$244 bilhões em indenizações até novembro
Até novembro de 2025, as seguradoras brasileiras desembolsaram R$243,8 bilhões em indenizações, benefícios, resgates e sorteios, o que representou um aumento de 9,6% em relação ao mesmo período de 2024, conforme dados da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras). Somente em novembro, os pagamentos totalizaram R$21,1 bilhões, um incremento de 7% em comparação ao ano anterior.
Por outro lado, a arrecadação de prêmios, ou seja, o valor pago pelas pessoas e empresas para contratar seguros, apresentou variações. De janeiro a novembro de 2025, o setor segurador excluindo saúde suplementar movimentou R$376,17 bilhões, retração de 4,67% em relação a 2024, de acordo com a Susep (Superintendência de Seguros Privados).
Esses números revelam um cenário de crescimento para os seguros de pessoas, que registraram um avanço de 8,3% até novembro, totalizando R$71,9 bilhões em prêmios. Esse aumento foi impulsionado pelos seguros de vida, representando 48% do total e com altas de 13,6% em modalidade individual e 10,4% em grupo, e por prestamista, responsável por 28% do montante. Os seguros de acidentes pessoais corresponderam a 12%, enquanto os de doenças graves cresceram 19,3%.
Em contrapartida, os seguros de danos e responsabilidades tiveram um incremento de 6,7%, atingindo a marca de R$130,4 bilhões, motivados pela procura por proteção de bens e empresas. A capitalização também apresentou alta, com 7,7%, totalizando R$31,3 bilhões. Os seguros mais populares nesse segmento são os de automóveis, residencial, rural, habitacional, fiança locatícia e garantia estendida, com os seguros de responsabilidades garantindo indenizações por danos a terceiros.
Segundo Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, o resultado do mercado segurador reflete sua solidez, mesmo diante de desafios econômicos. Oliveira destaca que o setor atua como uma rede robusta de proteção financeira, capaz de auxiliar na recomposição de perdas, na manutenção da renda e na estabilidade econômica das famílias e empresas no Brasil.
Fonte: InfoMoney
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