Hotéis ganham espaço frente a restrições ao Airbnb e preferência de viajantes corporativos

Atualizado em 25/08/2025. O mercado hoteleiro tem recuperado espaço entre viajantes de negócios em MEIo ao avanço de regras mais rígidas para aluguéis de curto prazo em várias cidades do mundo. Levantamentos setoriais indicam que 61% dos viajantes corporativos preferem hotéis a imóveis por temporada quando a estadia ultrapassa sete dias.

Segundo projeções da indústria, as despesas globais com viagens corporativas devem alcançar US$ 1,64 trilhão em 2025, acima dos US$ 1,48 trilhão de 2024, com perspectiva de manter um patamar elevado em 2026. O movimento reforça a busca por infraestrutura estável, segurança e serviços que ofereçam previsibilidade de custos e operação para empresas e profissionais.

Pressão sobre aluguéis de temporada

O crescimento de plataformas de aluguel por temporada transformou hábitos de viagem e o uso do espaço urbano. Em cidades como Barcelona, Berlim e Nova York, autoridades implementaram regras mais duras para locações de curta duração, com o objetivo de mitigar impactos no estoque de moradias e nos preços. Investidores e proprietários contestam parte das medidas, enquanto viajantes corporativos reavaliam critérios de escolha de hospedagem.

Hotéis buscam diferenciação

Redes hoteleiras têm reforçado atributos valorizados pelo público de negócios e nômades digitais. Entre as comodidades mais citadas estão bar, academia, piscina e serviços de relaxamento. Além disso, limpeza padronizada, atendimento contínuo e políticas claras de segurança pesam na decisão de quem precisa cumprir agendas profissionais sem imprevistos.

Experiência e conectividade

Para competir com a promessa de “vida local” dos aluguéis por temporada, hotéis ampliaram a oferta de experiências regionais e parcerias com pequenos negócios. A conectividade ganhou prioridade, com redes robustas de internet, redundância de energia e suporte técnico para quem trabalha em trânsito. Ferramentas digitais e recursos baseados em inteligência artificial passaram a otimizar reservas, pagamentos e relatórios de despesas, o que facilita a gestão de viagens em grupo.

Estadias prolongadas em alta

A duração média das viagens de negócios aumentou desde 2023. Com isso, marcas especializadas em long stay observam maior demanda por unidades que combinam conforto residencial com serviços de hotelaria. O formato favorece ocupação mais estável e previsibilidade de caixa para os operadores, ao mesmo tempo em que atende profissionais que combinam compromissos de trabalho e lazer no mesmo deslocamento.

Analistas do setor avaliam que, diante do ambiente regulatório e de mudanças no comportamento do consumidor, a hotelaria tende a consolidar participação no segmento corporativo. A disputa com aluguéis de curto prazo deve continuar, agora com foco em padronização, experiência e eficiência operacional.

Fontes

Fonte original: Estadão

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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