Governo Lula planeja aporte de R$ 2 bilhões no FGI para ampliar crédito a empresas
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está avaliando a possibilidade de realizar um aporte de até R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI). A medida tem como objetivo ampliar as concessões de crédito a empresas e estimular a renegociação de débitos. Essa iniciativa faz parte de um plano mais amplo do governo para combater o endividamento de famílias e empresas.
Flexibilização de regras e aumento de prazos
O aporte será realizado por MEIo do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), criado durante a pandemia de Covid-19. A ideia é ampliar o acesso a crédito com garantia da União para micro, pequenas e médias empresas, com faturamento anual de até R$ 300 milhões, atendendo a uma demanda reprimida por financiamentos dessas companhias.
Novas medidas em estudo
O plano em elaboração prevê o alongamento de prazo das operações de até 7 anos para até 10 anos, além de um aumento do limite de garantia por instituição. Além disso, está sendo estudada a retirada da taxa do Encargo por Concessão de Garantia (ECG), cobrada pelo BNDES para utilização de garantias, para empresas que realizarem a renegociação de dívidas.
Ampliação das finalidades do crédito
Outra medida em estudo é a ampliação das finalidades permitidas para o uso de crédito com garantia do programa, incluindo a possibilidade de concessão de financiamento para quitar outras dívidas. Essas mudanças têm o objetivo de facilitar o acesso ao crédito e estimular a recuperação econômica das empresas impactadas pela crise.
Essas iniciativas demonstram o esforço do governo em fornecer suporte financeiro às empresas, especialmente as de menor porte, que enfrentam dificuldades devido à pandemia e ao cenário econômico desafiador. Com essas medidas, espera-se promover a reativação da economia e o fortalecimento do mercado empresarial.
Sobre o FGI e o Peac
O Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) tem como objetivo garantir operações de crédito voltadas para investimentos e capital de giro de micro, pequenas e médias empresas. Já o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac) foi criado pelo BNDES para fornecer crédito às empresas afetadas pela pandemia e contribuir para a manutenção dos empregos e da atividade econômica. A atuação conjunta desses programas visa impulsionar a retomada do crescimento e auxiliar na superação dos desafios enfrentados pelas empresas brasileiras.
Fonte: Valor Econômico
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