Estudo aponta que o Pix já economizou mais de R$ 100 bilhões para os brasileiros desde sua estreia
Pix Economiza R$ 106,7 bilhões para Brasileiros, Aponta Estudo
Um levantamento realizado pelo movimento Brasil Competitivo (MBC) revelou que o Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central, resultou em uma economia de cerca de R$ 106,7 bilhões para empresas e consumidores brasileiros desde o seu lançamento em 2020 até junho de 2025. Essa economia se deve, principalmente, à substituição do uso do Pix em detrimento de transferências via TED, que podem acarretar cobranças de tarifas, e ao aumento de pagamentos via Pix no comércio em substituição aos cartões de débito, que geram taxas para os lojistas.
Segundo o estudo, a transação via Pix para empresas possui uma taxa, porém, ela é consideravelmente mais baixa do que os valores pagos em TEDs. A pesquisa utilizou dados públicos do Banco Central para estimar o custo médio que seria gasto se a população continuasse utilizando meios mais caros de pagamento. A diferença entre esse custo estimado e o que foi efetivamente pago com o Pix representa a economia gerada pela nova tecnologia.
Durante os primeiros seis meses de 2025, o Pix gerou uma economia de R$ 18,9 bilhões, superando o ritmo de anos anteriores. O MBC projeta que, mantendo-se o movimento de adesão ao Pix, os brasileiros poderão alcançar uma economia anual de R$ 40,1 bilhões até 2030.
Transformações e Perspectivas Futuras do Pix
Desde o seu lançamento, o Pix tornou-se o método de pagamento mais utilizado pelos brasileiros, superando até mesmo o dinheiro em circulação. Além disso, o Banco Central introduziu novas funcionalidades, como o Pix Saque, o Pix Troco e o Pix Automático, e planeja implementar outras, como o Pix parcelado e o Pix em Garantia.
O estudo do MBC ressalta não apenas as reduções de custo proporcionadas pelo Pix, mas também seus efeitos indiretos positivos, como o estímulo à formalização de pequenos negócios e o papel crucial na inclusão financeira no país, contribuindo para uma maior bancarização.
No entanto, o MBC levanta questionamentos sobre a governança futura do sistema Pix, atualmente sob responsabilidade do Banco Central. Embora a centralização atual tenha garantido uma implementação segura e abrangente em nível nacional, o relatório pondera se esse modelo será sustentável a longo prazo.
Comparações Internacionais e Reflexões
O estudo menciona experiências internacionais que podem ter servido de inspiração para o desenvolvimento do Pix, como o sistema indiano Unified Payments Interface (UPI), o britânico Faster Payments Service (FPS) e o sueco Swish. Vale ressaltar que a concentração das funções de operador e regulador de um sistema de pagamentos em uma única instituição, como ocorre no caso do Brasil, é considerada incomum quando comparada a experiências semelhantes no exterior.
Tatiana Ribeiro, diretora-executiva do MBC, destaca que o impacto do Pix foi significativo no sistema financeiro nacional, reduzindo custos, aumentando a eficiência e melhorando o ambiente de negócios no Brasil. Ela afirma que a inovação pode gerar competitividade e benefícios tangíveis para empresas e cidadãos, enfatizando a importância de avaliar o futuro da governança do sistema para garantir sua neutralidade, sustentabilidade e fomentar a inovação contínua.
Fonte original: Infomoney
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