Dívida Pública Federal registra queda de 2,34% em março e atinge R$ 8,633 trilhões

Dívida Pública Federal cai para R$ 8,633 trilhões em março

O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) registrou uma queda de 2,34% em março deste ano em relação a fevereiro, passando de R$ 8,841 trilhões para R$ 8,633 trilhões. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional.

Essa redução se deveu a um resgate líquido no valor de R$ 305,386 bilhões e uma apropriação positiva de juros de R$ 98,080 bilhões.

Composição da DPF

A Dívida Pública Federal é composta pela Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) e pela Dívida Pública Federal externa (DPFe). Em março, a DPMFi teve uma queda de 2,46%, totalizando R$ 8,302 trilhões, enquanto a DPFe apresentou um aumento de 0,61%, chegando a R$ 331,64 bilhões.

Participação dos Títulos

A parcela de títulos da DPF atrelada à Selic diminuiu de 49,10% em fevereiro para 47,71% em março. Já os títulos pré-fixados aumentaram de 21,33% para 21,80%, e os indexados à inflação subiram de 25,85% para 26,67%. Os títulos cambiais passaram de 3,71% para 3,83%.

Vencimentos e Prazo Médio

A parcela da DPF a vencer em 12 meses aumentou de 16,65% em fevereiro para 19,52% em março. O prazo médio da dívida subiu de 4,0 anos para 4,10 anos, com um custo médio acumulado em 12 meses de 12,20% ao ano em março.

Projeções e Comparação com o Plano Anual de Financiamento

O Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026 prevê uma participação de 46% a 50% dos títulos atrelados à Selic, porém em março essa participação foi de 47,71%.

No que diz respeito aos títulos pré-fixados, o PAF estabelece uma faixa de 21% a 25%, enquanto em março a participação foi de 21,80%. Já os títulos indexados à inflação, que têm uma previsão de 23% a 27% no PAF, alcançaram 26,67%.

Impactos na Economia

Esses dados mostram uma redução na Dívida Pública Federal, o que pode indicar uma melhora na situação econômica do país. A diminuição do estoque da dívida, aliada a uma composição diversificada dos títulos, traz mais estabilidade e pode influenciar positivamente o cenário econômico brasileiro.

Com o aumento do prazo médio da dívida e a projeção de vencimentos, o governo busca uma gestão financeira mais equilibrada, refletindo na redução dos custos e na busca por uma maior segurança na administração da dívida pública.

Conclusão

A queda de 2,34% na Dívida Pública Federal em março, atrelada aos resgates e juros positivos, reflete uma movimentação importante na gestão financeira do país. A diversificação dos títulos e o aumento do prazo médio da dívida sinalizam para uma maior estabilidade econômica e fiscal. É essencial que o governo continue atuando de forma responsável e transparente na gestão da dívida, buscando sempre equilibrar os custos e os vencimentos para garantir a sustentabilidade financeira a longo prazo.

Fonte: Estadão

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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