Dívida bruta do governo geral atinge 79,2% do PIB em fevereiro
Em fevereiro, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) subiu para 79,2%, em comparação com os 78,7% registrados em janeiro, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC). Em valores nominais, a dívida aumentou de R$ 10,080 trilhões para R$ 10,178 trilhões.
Pico da série foi em dezembro de 2020 devido às medidas fiscais da pandemia
O pico da série, atingido em dezembro de 2020, foi de 87,6%, devido às medidas fiscais adotadas no início da pandemia de covid-19. Em contrapartida, o nível mais baixo da dívida bruta foi registrado em dezembro de 2013, quando alcançou 51,5% do PIB.
DBGG atinge 94% do PIB com base no conceito do FMI
Utilizando o conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Dívida Bruta do Governo Geral passou de 92,7% do PIB em janeiro para 94% em fevereiro deste ano.
Dívida é um indicador de avaliação de risco e solvência do país
A DBGG engloba o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais. Esse indicador é utilizado pelas agências globais de classificação de risco para avaliar a capacidade de solvência do país. Quanto maior a dívida, maior o risco de um possível calote por parte do Brasil.
Dívida Líquida do Setor Público atinge 65,5% do PIB em fevereiro
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que considera as reservas internacionais do Brasil, aumentou de 65% do PIB em janeiro para 65,5% em fevereiro. Em valores absolutos, a dívida alcançou R$ 8,420 trilhões.
Diante desses números, é evidente a preocupação com o cenário econômico do país, especialmente no que diz respeito à sustentabilidade da dívida e à capacidade de pagamento das obrigações. O controle e a redução do endividamento público tornam-se essenciais para manter a estabilidade financeira e evitar possíveis crises no futuro.
Fonte original: Estadão
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
