Banco Central não hesitará em alterar a Selic, afirma diretor
O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton José David, assegurou a possibilidade de aumento da taxa Selic, porém reforçou a continuidade da mesma em 15% por um longo período. Segundo ele, o atual ciclo de política monetária é marcado por um nível de incerteza significativamente alto em comparação a ciclos anteriores.
David destacou a necessidade de conduzir a política monetária de forma mais restritiva no cenário de incerteza, indicando que o Banco Central não terá problemas em ajustar a taxa caso haja mudanças no curso econômico.
Estabilidade da taxa básica é fundamental, diz diretor do Banco Central
O diretor Nilton David ressaltou que a decisão do BC de interromper os aumentos da Selic demanda um período prolongado de estabilidade da taxa básica, visando a convergência da inflação para a meta. O centro da meta de inflação do Banco Central permanece em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Na divulgação mais recente, o IPCA (índice oficial de inflação) apresentou alta de 0,48% em setembro, ficando abaixo da projeção de 0,52% dos economistas consultados pela Reuters. Em 12 meses até setembro, a inflação atingiu 5,17%, abaixo da projeção de 5,22%.
Diante desse cenário, o Banco Central monitora de perto a evolução dos índices econômicos e se mantém preparado para agir conforme necessário para manter a estabilidade econômica.
Incerteza econômica exige cautela do Banco Central
Em MEIo a um cenário de incerteza econômica, o diretor Nilton David reforçou a necessidade de uma postura mais restritiva na condução da política monetária, indicando a possibilidade de ajustes na Selic se houver alterações significantes no curso econômico.
A decisão do Banco Central de pausar as elevações da Selic tem como objetivo garantir um período prolongado de estabilidade da taxa básica, visando a melhora dos índices inflacionários e a convergência destes para a meta estabelecida.
IPCA fica abaixo do esperado em setembro
Na divulgação mais recente, o IPCA registrou um aumento de 0,48% em setembro, abaixo da projeção dos economistas consultados pela Reuters. A inflação acumulada em 12 meses até setembro atingiu 5,17%, ficando abaixo da projeção de 5,22%.
Esses dados indicam um cenário de controle inflacionário, porém o Banco Central permanece atento para possíveis ajustes na taxa Selic, garantindo assim a estabilidade econômica do país. A incerteza econômica vigente requer diligência e análise constante das condições do mercado para a tomada de decisões assertivas.
Fonte: CNN Brasil
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