Pesquisa aponta que 90% das pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam dificuldades financeiras no Brasil. A falta de gestão estruturada é apontada como a principal causa da instabilidade, com empresas operando sem planejamento financeiro adequado, o que compromete a sustentabilidade das operações. Em cenários de crédito restrito e oscilações econômicas, a situação se torna ainda mais grave. Dados do Sebrae revelam que 29% das PMEs brasileiras encerram suas atividades antes de completar cinco anos, sendo a má gestão financeira um dos principais motivos.
A gestão deficiente compromete a sobrevivência das empresas, pois a falta de acompanhamento de receitas, despesas, prazos e fluxo de caixa prejudica a capacidade de reagir a imprevistos, planejar investimentos e manter a operação saudável. Nesse contexto, a tecnologia se destaca como aliada na gestão das PMEs, oferecendo soluções digitais que abrangem desde o controle básico de caixa até plataformas completas de gestão integrada (ERP), com funcionalidades como emissão de notas, relatórios automáticos e análise de indicadores financeiros.
A adoção de sistemas que integram dados em tempo real permite uma visão abrangente do negócio, facilitando a tomada de decisões. O controle diário do fluxo de caixa é apontado como um dos pilares da saúde financeira, fornecendo clareza sobre as entradas e saídas da empresa e permitindo antecipar períodos de baixa, renegociar dívidas, controlar a inadimplência e evitar gastos desnecessários.
Além do controle do fluxo de caixa, a definição de um orçamento anual com metas de receita e limites de despesa é essencial para garantir estabilidade. Com um orçamento bem estruturado, é possível prever investimentos, calcular margens, formar reservas de emergência e acompanhar a performance ao longo do tempo. Decisões baseadas em improvisos aumentam o risco de inadimplência, perda de crédito no mercado e atrasos em pagamentos essenciais, como salários e Tributos.
É fundamental diferenciar gestão financeira de controle contábil, pois enquanto a contabilidade se concentra no cumprimento de obrigações legais, a gestão financeira é uma ferramenta estratégica de crescimento. Empresas que investem em formação gerencial, capacitação de equipes e processos estruturados tendem a apresentar melhores resultados e maior longevidade no mercado.
A ausência de planejamento financeiro pode levar ao fechamento precoce das empresas, principalmente em ambientes competitivos com taxas de juros elevadas. A falta de planejamento compromete a negociação com fornecedores, a capacidade de captar crédito com taxas viáveis, e resulta em atrasos no pagamento de obrigações fiscais e trabalhistas. Por isso, a adoção de práticas de gestão financeira e uso de tecnologias devem ser prioridades desde a abertura da empresa.
Para contadores que atendem PMEs, a atuação consultiva é essencial, orientando os clientes sobre a implantação de sistemas de controle financeiro, criação de orçamento anual, acompanhamento de indicadores-chave de desempenho (KPIs), planejamento tributário e controle de obrigações acessórias, além da capacitação da equipe interna em rotinas de gestão. Já os empresários devem buscar apoio de profissionais qualificados, investir em educação empreendedora e compreender que a gestão é fundamental para a sobrevivência e crescimento das empresas.
Em suma, a má gestão financeira continua sendo um grande desafio para as PMEs no Brasil, porém, com planejamento, controle e uso de tecnologia, é possível reverter este cenário. Empresas que organizam suas Finanças e tomam decisões com base em dados têm maior probabilidade de enfrentar crises, expandir com segurança e manter-se competitivas no mercado a longo prazo.
Fonte: Portal Contábeis
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
