China investiga práticas comerciais dos EUA
A China abriu duas investigações formais sobre práticas comerciais dos Estados Unidos que impactam a entrada de produtos chineses no mercado americano e restringem o fluxo de bens de alta tecnologia. O Ministério do Comércio chinês considera que as investigações são uma resposta recíproca a processos já abertos por Washington.
Investigações em curso
As investigações devem durar até seis meses, com possibilidade de prorrogação, e irão se concentrar em medidas dos EUA que desorganizam cadeias globais de suprimentos e produção, bem como atrapalham o comércio de produtos verdes. A China está mirando barreiras impostas a exportações chinesas e restrições à venda de tecnologia americana para o país asiático.
Acusações contra os EUA
Além disso, Pequim acusa os EUA de limitarem a exportação de produtos de energia limpa e de atrasarem a implantação de projetos de nova energia dentro do próprio território americano, prejudicando empresas chinesas atuantes nessas cadeias. Com base nos resultados das investigações, o governo chinês promete adotar “medidas correspondentes” para proteger seus interesses.
Contexto de trégua e tensões
Essas investigações acontecem em MEIo a uma trégua formal na guerra comercial, em vigor desde o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em outubro do ano passado. Trump planeja viajar a Pequim em maio como parte de uma tentativa de reformular a relação dos EUA com a Ásia-Pacífico. Enquanto isso, Washington iniciou investigações sobre excesso de capacidade industrial em 16 parceiros comerciais, incluindo a China, e sobre trabalho forçado.
Posicionamento chinês
Apesar das críticas às medidas dos EUA, o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, reiterou a disposição de Pequim em fortalecer a cooperação econômica e comercial. As tensões entre os dois países continuam presentes, e as investigações em curso podem agravar a situação, afetando não apenas as relações bilaterais, mas também o cenário econômico global.
Fonte: Estadão
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
