China combate deflação com sucesso, mas desequilíbrio entre oferta e demanda ainda é desafio

China avança na luta contra deflação, mas desafio persiste

A inflação ao consumidor na China apresentou desaceleração em janeiro, enquanto a deflação nos preços ao produtor permaneceu, destacando a fragilidade da demanda interna e representando um desafio para as autoridades em MEIo à busca por sustentação da recuperação econômica desigual.

Segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas, o índice de preços ao consumidor subiu 0,2% em janeiro em relação ao mesmo período do ano anterior, em comparação com um aumento de 0,8% em dezembro. Esse resultado ficou abaixo das expectativas de alta de 0,4% apontadas em pesquisa da Reuters.

Já o índice de preços ao produtor registrou queda de 1,4% na mesma base de comparação, com a tendência deflacionária se mantendo na segunda maior economia do mundo. Economistas consultados pela Reuters esperavam uma redução de 1,5%.

Na análise mensal, os preços ao consumidor aumentaram 0,2%, repetindo a taxa de dezembro e ficando abaixo da expectativa de elevação de 0,3%.

O cenário atual sugere que há um caminho para uma recuperação geral da inflação em 2026, com projeções apontando para uma inflação ao consumidor de 0,9% ao longo do ano. No entanto, há a indicação de que medidas mais abrangentes de política monetária podem se fazer necessárias, de acordo com Lynn Song, economista-chefe para a Grande China do ING.

A base elevada do ano anterior e a redução mais expressiva nos preços de energia contribuíram para a moderação no aumento anual dos preços ao consumidor em janeiro, conforme apontou Dong Lijuan, estatístico do Escritório Nacional de Estatísticas.

Os preços dos alimentos apresentaram queda de 0,7%, impulsionados pela redução nos preços da carne suína e dos ovos, apesar do aumento nos preços de frutas e verduras frescas. Enquanto isso, os custos dos serviços registraram alta de 0,1% em relação ao ano anterior.

Ainda que a China tenha adotado medidas para alinhar oferta e demanda e estimular o consumo através do aumento da renda da população, os desequilíbrios persistem, indicando um cenário desafiador no curto prazo.

Por fim, as projeções futuras para a economia chinesa incluem a necessidade de um monitoramento cuidadoso da situação interna e da evolução dos preços globais, indicando possíveis ajustes na política monetária conforme a conjuntura se desenvolva.

Fonte: Valor Econômico

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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