Economia Brasileira com Desempenho Desigual Abre Expectativa para Corte da Selic em Janeiro
Os dados do terceiro trimestre revelaram um cenário de crescimento desigual na economia brasileira, reforçando as especulações sobre um possível corte de juros no início do próximo ano. Com a taxa básica de juros Selic em 15%, o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou um avanço abaixo do esperado, registrando apenas 0,1% no período.
A política monetária altamente restritiva tem sido um fator influente nesse cenário, levando a uma desaceleração em alguns setores, enquanto outros mostram sinais de crescimento. A construção, por exemplo, expandiu 1,3% no terceiro trimestre, após registrar retração nos trimestres anteriores, enquanto a indústria cresceu 0,8%.
Por outro lado, os setores de serviços e o consumo das famílias tiveram desempenhos fracos, com crescimento de apenas 0,1% cada. Os investimentos, no entanto, apresentaram uma alta de 0,9%, mesmo em MEIo ao cenário contracionista.
A expectativa agora se volta para a possibilidade de corte da Selic em janeiro de 2026. Após a divulgação dos dados do PIB, a curva a termo aponta uma probabilidade de 84% de redução de 25 pontos-base na taxa de juros na primeira reunião do próximo ano, comparado a 78% no fechamento do dia anterior.
Tanto a Galapagos Capital quanto o Inter projetam cortes na Selic em janeiro, com variações de 0,25 e 0,50 pontos percentuais, respectivamente. Apesar disso, a tendência de desaceleração econômica deve se manter, mesmo com a perspectiva de continuidade nos cortes ao longo do ano.
Enquanto alguns analistas projetam o início do ciclo de afrouxamento monetário apenas em março, com um corte de 0,25 ponto na Selic, outros apostam em um movimento mais rápido em janeiro. A cautela do Banco Central em relação à economia global, com desaceleração em algumas regiões e discussões sobre inflação nos Estados Unidos, também é destacada.
A volatilidade nos mercados financeiros, influenciada por fatores externos como o estado da economia global e a eleição presidencial no Brasil em 2026, pode impactar os investimentos, independentemente das decisões do Banco Central em relação à Selic. Em MEIo a essas incertezas, a economia brasileira segue em um contexto de desaceleração graduada, buscando equilíbrio entre o crescimento e o controle da inflação.
Fonte original: Valor Econômico
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
