Banco da Inglaterra pode cortar juros com inflação em alta
O Banco da Inglaterra (BoE) está próximo de mais um corte na taxa de juros, programado para ocorrer na próxima quinta-feira. A decisão é motivada pelo cenário econômico desafiador do país, com aumentos de Impostos e consumidores mais cautelosos levando as empresas a reduzir as contratações.
A expectativa é que o Comitê de Política Monetária do BoE reduza a taxa de referência em 25 pontos base, para 4%, seguindo a tendência de cortes trimestrais. Enquanto o Federal Reserve dos EUA tem mantido os custos de empréstimos inalterados, o BoE está focando nas preocupações de crescimento, em MEIo a quedas no Produto Interno Bruto (PIB) e perdas de empregos no país.
Os efeitos das medidas adotadas no primeiro orçamento do governo trabalhista, como aumento nos Impostos sobre a folha de pagamento e no salário mínimo, levaram os empregadores a reduzir a demanda por trabalhadores, contribuindo para o ambiente econômico desafiador no Reino Unido.
De acordo com a análise da Bloomberg Economics, o Banco Central do Reino Unido deve adotar uma postura cautelosa em relação a mais cortes de taxas, considerando a surpresa positiva da inflação e as expectativas elevadas de preços.
O presidente do BoE, Andrew Bailey, tem sinalizado a continuidade dos cortes graduais de taxas, enfatizando que o recente aumento nos preços é temporário. A divulgação trimestral das previsões será realizada após a inflação superar as projeções feitas em maio.
Além disso, os investidores estarão atentos a possíveis indicações sobre a redução do estoque de títulos pelo banco central britânico antes da próxima decisão sobre aperto quantitativo, prevista para setembro.
Na agenda econômica internacional, destacam-se os dados comerciais de diversas nações e a possibilidade de corte de taxa no México. Paralelamente, países estão buscando renegociar suas taxas com os EUA antes da entrada em vigor de novas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump em 7 de agosto.
Fonte: InfoMoney
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
