Banco Central e Fed mantêm taxas e focam atenção na inflação
Nesta quarta-feira, 30 de julho de 2025, tanto o Banco Central do Brasil quanto o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos optaram por manter as taxas de juros em 15% e no intervalo entre 4,25% e 4,5%, respectivamente.
A decisão de manter as taxas levantou expectativas em relação aos comunicados que seriam divulgados pelas autoridades monetárias de ambos os países. O foco principal recaiu sobre a questão da inflação, considerada um dos principais desafios a serem enfrentados tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
De acordo com Rodrigo Sgavioli, head de alocação da XP, mesmo com a política contracionista em vigor, as expectativas de inflação permanecem acima da meta estabelecida. No Brasil, a expectativa de inflação para 2026 vem se aproximando mais recentemente, porém ainda demanda cautela do Banco Central.
Enquanto no Brasil a previsão é de manutenção da taxa de juros e uma mensagem de pausa prolongada, nos Estados Unidos, onde a taxa básica também permaneceu, a atenção se volta para a inflação e as condições do mercado de trabalho, que se mantêm sólidas.
Uma preocupação adicional recai sobre os impactos das tarifas de importação anunciadas pelo presidente Donald Trump nos Estados Unidos. Esses dados ainda não se refletiram nos índices de inflação, mas o mercado permanece atento aos desdobramentos e possíveis efeitos na economia americana.
Diante desse cenário, tanto o Banco Central brasileiro quanto o Fed norte-americano optaram por manter as taxas de juros inalteradas, demonstrando cautela e foco na avaliação da inflação em seus respectivos países. A expectativa é de um posicionamento mais claro em relação a essas questões nos próximos comunicados das autoridades monetárias.
Fonte original: Estadão
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
