Passagens aéreas têm alta de 19,92% e são destaque no IPCA
Em julho, o preço das passagens aéreas registrou um aumento de 19,92%, contribuindo significativamente para o custo das famílias com transportes, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado pelo IBGE. Este aumento foi responsável por uma elevação de 0,35% nas despesas com transportes, impactando a taxa de 0,26% do IPCA no último mês.
A alta nas passagens aéreas foi a segunda maior pressão individual sobre o IPCA de julho, ficando atrás apenas do encarecimento da energia elétrica, que contribuiu com 0,12 ponto percentual. O gerente do IPCA no IBGE, Fernando Gonçalves, explicou que o aumento nos preços das passagens aéreas reflete a maior demanda durante o período de férias.
Durante o mesmo período, os combustíveis registraram uma queda de 0,64%, com a gasolina recuando 0,51%, óleo diesel -0,59%, gás veicular -0,14% e etanol -1,68%. Já o preço do táxi teve um aumento de 0,21%, impulsionado pelo reajuste médio de 8,71% nas tarifas em Belo Horizonte a partir de 7 de junho.
Essas variações nos preços dos transportes influenciaram diretamente o custo de vida das famílias, afetando o índice de inflação do país. Enquanto os preços dos alimentos continuam a moderar a inflação, os serviços mantêm-se em patamares elevados, levando economistas a manterem cautela nas projeções de cortes de juros até o início de 2026.
Apesar da queda no preço do café, que registrou a primeira redução em um ano e MEIo, o acumulado dos últimos 12 meses ainda aponta uma alta de mais de 70%. A conjuntura econômica atual permanece desafiadora, com diversos setores sofrendo com oscilações nos preços e na demanda, o que impacta diretamente a inflação oficial do país.
Em um cenário de retomada econômica após um período turbulento, a variação de preços dos mais diversos setores exerce pressão sobre a taxa de inflação, criando um ambiente de incertezas e ajustes constantes na política econômica. O acompanhamento contínuo dos indicadores econômicos, como o IPCA, torna-se fundamental para compreender e antecipar as tendências do mercado.
Fonte original: Valor Econômico
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
