EUA e China Firmam Trégua Comercial de 1 Ano Após Encontro Entre Trump e Xi
Os conflitos comerciais entre os Estados Unidos e a China chegaram a um alívio temporário com a assinatura de uma trégua de um ano, realizada durante a primeira reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em seis anos. O acordo foi celebrado durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), em Busan, Coreia do Sul, e visa suspender as restrições e tarifas que vinham causando atritos entre as duas maiores economias do mundo.
O comunicado conjunto divulgado por Washington e Pequim revela que medidas que afetariam setores estratégicos foram adiadas por um ano. A China concordou em suspender os controles de exportação sobre terras raras, enquanto os EUA frearam a ampliação de restrições tecnológicas a subsidiárias de empresas chinesas.
Em relação às tarifas, os EUA reduziram de 20% para 10% as tarifas sobre produtos chineses ligados ao fentanil. Em contrapartida, a China se comprometeu a intensificar o combate à exportação de precursores químicos do opioide, o que resultou em uma diminuição para 45% da taxa média sobre exportações chinesas.
Além disso, ambos os países concordaram em suspender por um ano as tarifas aplicadas reciprocamente a embarcações e empresas de logística. Houve também acordo sobre cooperação agrícola, incluindo a retomada das compras chinesas de soja americana.
Como parte do entendimento, foi mencionado o compromisso de “resolver adequadamente” questões envolvendo a operação do TikTok nos EUA. O presidente Trump declarou que Pequim concordou em permitir controle americano sobre a plataforma no território norte-americano.
Outro ponto destacado foi a programação de futuras visitas. Trump tem planos de visitar a China em abril de 2026, enquanto Xi fará uma visita recíproca aos EUA. No entanto, o tema de Taiwan não foi abordado nas conversas.
O encontro entre os líderes durou cerca de 100 minutos e demonstrou uma mudança no tom das relações. Antes da reunião, Trump elogiou Xi como um “grande líder de um grande país”, enquanto o presidente chinês enfatizou a importância de Washington e Pequim serem “amigos e parceiros”.
No cenário financeiro, o mercado reagiu de forma levemente negativa à notícia, com os futuros de Nova York operando no vermelho nas primeiras horas após o anúncio. O Dow Jones Futuro recuou 0,17%, o S&P 500 Futuro caiu 0,03% e o Nasdaq Futuro cedeu 0,03%.
Fonte original: Estadão
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
