Alckmin: cenário econômico deve melhorar com queda da Selic após baixo crescimento no PIB no 3º trimestre
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira que a expectativa é de um cenário econômico mais favorável devido à redução dos juros esperada para o próximo ano. O crescimento de apenas 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, ajustado sazonalmente, foi impactado pela alta dos juros, mas Alckmin vislumbra um horizonte mais positivo em 2026.
Segundo Alckmin, a projeção de queda nos juros e a redução da inflação são indicativos de um crescimento mais robusto da economia. Em declaração após um almoço com empresários da indústria de aparelhos eletrônicos promovido pela Abinee, o vice-presidente ressaltou que a redução dos juros tende a impulsionar a atividade econômica.
O vice-presidente destacou dois fatores que contribuíram para a tendência de menor inflação. O primeiro ponto foi a safra recorde e as condições climáticas favoráveis, que resultaram em queda nos preços dos alimentos acima da inflação. Além disso, Alckmin mencionou a valorização do real em relação ao dólar, o que também colaborou para a redução da inflação e, consequentemente, para a expectativa de queda dos juros e crescimento econômico.
Alckmin também reiterou o empenho do governo em retirar produtos industriais da lista de tarifas impostas pelos Estados Unidos. A atuação nesse sentido visa beneficiar o setor industrial nacional e fortalecer a economia do país.
O cenário eleitoral também é um elemento que pode influenciar a trajetória da taxa Selic, conforme avaliação de especialistas. A definição de um candidato de centro-direita nas pesquisas pode criar um ambiente mais favorável para os ativos locais, o que impactaria as decisões do Federal Reserve (Fed) em relação aos cortes de juros nos Estados Unidos.
Diante das expectativas de redução dos juros, o mercado financeiro acompanha de perto a possibilidade de um corte de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros pelo Fed na próxima reunião. Essa movimentação internacional pode influenciar o comportamento dos juros internos e, consequentemente, a atividade econômica local.
Com a perspectiva de queda na Selic e a conjuntura favorável de inflação controlada, o governo busca criar um ambiente propício para o crescimento econômico em 2026. A expectativa é de que os próximos meses sejam marcados por ajustes que impulsionem a produtividade e o desenvolvimento sustentável no país.
Fonte: CNN Brasil
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