Presidente do Banco Central relaciona desinflação de bens à valorização do real
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, apontou que a valorização do real nos últimos meses tem influenciado a desinflação mais acentuada nos bens em comparação aos serviços. Ele destaca que, apesar da desvalorização global do dólar, o real tem se saído melhor que outras moedas, como a do México. Isso explica a desinflação mais rápida em produtos e o ritmo mais lento em serviços.
Galípolo ressaltou que o Brasil pode se beneficiar da apreciação cambial, o que contribui para uma redução nos preços dos bens. Ele mencionou que a combinação de um dólar enfraquecido e o desempenho positivo do real tem impacto direto nesse cenário. Essa dinâmica tem gerado um ambiente propício para a desinflação, especialmente em setores como alimentação e eletrônicos.
Índice de mal-estar econômico e expectativas para 2025
O presidente do BC também abordou o chamado “índice de mal-estar”, que leva em conta os níveis de desemprego e inflação no país. Ele prevê que este índice encerre 2025 em seu melhor nível histórico, refletindo uma sensação de bem-estar impulsionada pela baixa taxa de desemprego e pela expectativa de inflação abaixo de 5% até o final do ano.
Galípolo ressaltou que as condições econômicas atuais favorecem um ambiente mais favorável para os brasileiros, com empregos mais disponíveis e uma inflação controlada. Essa conjuntura positiva tende a refletir diretamente na percepção de qualidade de vida da população.
Expectativa de desaceleração nas concessões de crédito
Com a política monetária restritiva, Galípolo projeta uma desaceleração nas concessões de crédito no país. Ele destaca que os juros em níveis mais altos tendem a impactar diretamente a disponibilidade de crédito no mercado. Essa medida é vista como essencial para controlar a inflação, mas também pode ter efeitos na atividade econômica.
O presidente do Banco Central enfatizou que a desaceleração das concessões de crédito já é observada em alguns segmentos, como no caso das pessoas jurídicas. Ele mencionou a queda expressiva nas operações de “risco-sacado”, indicando um cenário de menor oferta de crédito para esse público. Essa redução pode estar atrelada a mudanças regulatórias e a questões como a tributação do IOF.
Resiliência econômica e suavização do crescimento
Em MEIo a sinais de acomodação, Galípolo destaca a resiliência da economia brasileira como um ponto positivo. Ele ressaltou a estabilidade na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) desde o terceiro trimestre de 2024, desconsiderando fatores pontuais. Essa estabilidade indica uma tendência de crescimento estável, mesmo com oscilações e eventuais impactos externos.
O presidente do Banco Central alertou para a possibilidade de uma suavização no crescimento econômico no futuro. Essa projeção leva em consideração diversos fatores, como a desaceleração nas concessões de crédito e os ajustes necessários diante do atual cenário macroeconômico. A expectativa é que a economia se mantenha resiliente, porém com um ritmo de crescimento mais moderado.
Fonte: CNN Brasil
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