Dólar abaixo de R$ 5 impulsiona turismo internacional
Especialistas apontam que a queda do dólar abaixo de R$ 5, atingindo o menor patamar em mais de dois anos, está estimulando o turismo internacional para brasileiros. Com o real mais valorizado, viajar para o exterior se torna mais acessível, o que pode aumentar a demanda por destinos internacionais e intercâmbios. Além disso, o Brasil se torna mais competitivo para turistas estrangeiros, especialmente na América Latina, criando um cenário favorável para o turismo em ambas as direções, conforme especialistas ouvidos pelo InfoMoney.
O câmbio mais favorável amplia o poder de compra dos brasileiros no exterior, influenciando diretamente o planejamento das famílias. Viajar, estudar ou até mesmo mudar para os Estados Unidos se torna mais acessível, pois a maioria dos custos está atrelada ao dólar. Essa valorização do real reduz os custos de passagens, hospedagens e despesas no destino, viabilizando viagens que antes estavam fora do orçamento. No entanto, o cenário geopolítico também influencia as decisões, já que a queda do dólar afeta não apenas produtos importados, mas também combustíveis devido a crises como a do petróleo causada por conflitos no Oriente Médio.
Crescimento da demanda por viagens internacionais
A empresa CVC já registrou um aumento de 20% na procura por viagens desde o início da queda do dólar. O vice-presidente de vendas da empresa destaca que a desvalorização da moeda americana tem facilitado a realização do sonho de conhecer outros países, em especial na América do Sul, Central e Europa. A expectativa é de retomada do interesse por viagens internacionais, principalmente entre consumidores que aguardavam um cenário mais favorável.
Além disso, destinos tradicionais como América do Norte, Caribe e Europa estão se destacando com o câmbio mais favorável, juntamente com países que possuem uma moeda competitiva, como Turquia e Egito. Dados do Airbnb mostram um aumento de 20% nas buscas por cidades europeias entre os brasileiros durante a Semana Santa de 2026, incluindo destinos como Madri, Lisboa e Barcelona.
Estratégias diante da volatilidade cambial
Apesar do cenário positivo, a volatilidade do câmbio requer planejamento. A recomendação do setor é evitar decisões impulsivas e adotar uma estratégia gradual. Compras fracionadas de moeda, pacotes parcelados em reais e o uso de ferramentas como alertas de câmbio são recomendados para aproveitar os melhores momentos de compra de moedas estrangeiras.
A Wise, especialista em câmbio, também destaca a importância da estratégia ao realizar operações cambiais. A opção de investimento em moedas como dólar, euro e libra pode gerar benefícios como menor incidência de IOF na hora da conversão e rendimentos até a data da viagem.
Impacto no turismo receptivo e competitividade do Brasil
A queda do dólar não impacta apenas os brasileiros viajando para o exterior, mas também fortalece o turismo receptivo no Brasil. Destinos como Rio de Janeiro, Florianópolis e cidades litorâneas continuam atraindo turistas da América Latina, demonstrando a competitividade do país no cenário turístico regional.
O efeito do dólar mais baixo não é linear, impactando tanto o turismo internacional quanto o doméstico. A queda da moeda americana cria uma janela de oportunidade para quem planeja viajar, mas é importante estar atento à possibilidade de volatilidade no câmbio, podendo voltar a níveis acima de R$ 5,30 no segundo semestre, conforme alerta Pedro Zava, especialista em investimentos.
Incentivo aos intercâmbios e novos comportamentos
A queda do dólar pode incentivar a realização de intercâmbios, especialmente para quem planeja uma experiência internacional nos próximos meses. A fluctuação do câmbio pode representar uma oportunidade de economia para os interessados, tanto em programas de estudos quanto em viagens de lazer. A estratégia de compra fracionada de moeda estrangeira e o planejamento são essenciais para aproveitar os benefícios do câmbio mais favorável.
Em resumo, a queda do dólar não apenas afeta os preços, mas transforma o comportamento do consumidor, influenciando a decisão de viajar, reavaliar destinos e priorizar o planejamento. O turismo entra em um novo ritmo, sensível ao câmbio e cada vez mais conectado ao cenário econômico global, conforme apontam os especialistas em turismo e câmbio.
Fonte: G1 Economia
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
