Estados divergem sobre projeto do governo para diminuir valor do diesel vindo de outros países

Estados divergem sobre proposta de redução do preço do diesel importado

Secretários estaduais se dividem em relação à proposta do governo de conceder um subsídio aos importadores de diesel. Em reunião preparatória do Comitê Nacional de Secretários Estaduais de Fazenda (Comsefaz), não houve consenso sobre o tema, que será discutido novamente no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) nesta sexta-feira.

Durante a reunião, estados como Bahia, Piauí e Ceará, governados pelo Partido dos Trabalhadores (PT), demonstraram apoio à proposta do governo. Por outro lado, São Paulo e Distrito Federal, que se opõem ao governo federal, resistiram à ideia.

A proposta do governo é subsidiar R$ 1,20 por litro de diesel importado, sendo a conta dividida igualmente entre a União e os entes federativos. O ministro da Fazenda estima um custo total de R$ 3 bilhões, a ser dividido entre a União e os estados.

Alguns estados argumentam não ter espaço no orçamento para contribuir com o subsídio, citando empecilhos jurídicos, como a Lei de Responsabilidade Fiscal. A possível falta de consenso entre os entes federativos levanta dúvidas sobre a efetivação da proposta.

Diante da resistência dos estados em reduzir o ICMS sobre o diesel, o governo federal decidiu focar no subsídio como alternativa. A incerteza sobre a aceitação parcial e a eventual implementação da medida gera questionamentos quanto ao impacto fiscal e à divisão dos custos entre os estados.

A proposta inicial era que o governo federal pagasse a subvenção, posteriormente retendo o valor correspondente de cada ente no Fundo de Participação dos Estados (FPE). No entanto, a falta de consenso entre os estados pode inviabilizar a aplicação do subsídio, impactando as Finanças de estados mais dependentes do FPE.

A decisão final sobre a proposta de redução do preço do diesel importado deve ser baseada em questões políticas, levando em consideração as discordâncias e resistências por parte dos estados. A expectativa é que uma solução definitiva possa demorar cerca de dez dias para ser alcançada.

Fonte original: InfoMoney

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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