Banco Central mantém projeção de crescimento do PIB em 1,6% para 2026
O Banco Central divulgou seu Relatório de Política Monetária, mantendo a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,6% para o ano de 2026. Essa previsão permanece no mesmo patamar desde dezembro do ano anterior, mas o BC destacou uma maior incerteza devido aos possíveis impactos dos conflitos no Oriente Médio.
O Ministério da Fazenda previu uma expansão de 2,3% para o PIB em 2026, enquanto o mercado estima um crescimento de 1,84% neste mesmo ano, de acordo com a pesquisa Focus mais recente.
Melhora na estimativa de resultados das transações correntes
Além da projeção para o crescimento econômico, o Banco Central melhorou sua estimativa para o resultado das transações correntes em 2026. Agora prevê um saldo negativo de US$58 bilhões, contra os US$60 bilhões projetados em dezembro do ano anterior.
Expectativas para Investimentos Diretos no País e balança comercial
O BC manteve em US$70 bilhões a previsão para os Investimentos Diretos no País (IDP) em 2026. Quanto à balança comercial, a expectativa é de um superávit de US$73 bilhões neste ano, um aumento em relação à estimativa anterior de US$64 bilhões.
Crescimento do crédito e projeções para 2026
Para o crédito no país, o BC estima um crescimento de 9,0% em 2026, uma elevação em relação à estimativa de 8,6% feita anteriormente em dezembro. Especificamente, para o crédito às famílias, a projeção foi ajustada para 9,5%, enquanto para as empresas a alta é calculada em 8,2%.
Estoque de crédito e despesas líquidas com viagens
A projeção para o estoque de crédito livre, com taxas pactuadas livremente, é de uma expansão de 8,1% em 2026, enquanto para o crédito direcionado a perspectiva é de alta de 10,2%. Em relação às despesas líquidas com viagens, a estimativa foi ajustada para US$14 bilhões, contra os US$13 bilhões projetados anteriormente.
Portanto, o Banco Central manteve sua projeção de crescimento do PIB em 1,6% para 2026, destacando a incerteza gerada pelos conflitos no Oriente Médio. Além disso, melhorou as estimativas para transações correntes e para o desempenho do crédito e dos investimentos no país.
Fonte: Valor Econômico
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
