Decréscimo nas Taxas dos DIs com Reviravolta da Suprema Corte dos EUA sobre Tarifas de Trump

Taxas dos DIs em queda após Suprema Corte dos EUA barrar tarifas de Trump

Nesta sexta-feira, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) registraram queda em reação à decisão da Suprema Corte dos EUA, que derrubou as tarifas comerciais impostas pelo ex-presidente Donald Trump a outros países.

A decisão do tribunal norte-americano gerou impactos positivos no mercado brasileiro, com a redução das taxas futuras e a desvalorização do dólar. O Ibovespa também foi beneficiado, refletindo a preferência dos investidores por ativos de maior risco após a notícia.

No cenário nacional, às 12h39, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,565%, abaixo do ajuste anterior de 12,613%. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,42%, comparado a 13,443% da sessão anterior.

A Suprema Corte dos EUA rejeitou as tarifas de Trump, baseando-se em uma lei destinada a ser utilizada em emergências nacionais. A decisão foi fundamentada na interpretação de que a administração Trump excedeu seus limites ao impor tarifas, interferindo nas atribuições do Congresso e violando a doutrina das ‘questões principais’.

Essa doutrina estabelece que ações do Poder Executivo de grande importância econômica e política devem ser claramente autorizadas pelo Congresso. No Brasil, a reação ao ocorrido foi de queda das taxas futuras e do dólar, que chegou a ser cotado abaixo de R$5,19 no início da tarde, enquanto o Ibovespa recuperou as perdas iniciais.

Por outro lado, no exterior, os rendimentos dos Treasuries tiveram um movimento inverso, registrando alta após a decisão da Suprema Corte dos EUA. Às 12h46, o rendimento do Treasury de dez anos subiu 1 ponto-base, chegando a 4,086%. Já o retorno do papel de 30 anos avançou 2 pontos-base, atingindo 4,727%.

A decisão da Suprema Corte dos EUA teve impacto direto nos mercados financeiros globais, afetando não apenas as taxas dos DIs e a cotação do dólar no Brasil, mas também os rendimentos dos Treasuries, referência para investimentos ao redor do mundo. A expectativa é que a revogação das tarifas de Trump abra espaço para a retomada de discussões sobre comércio, energia e investimentos entre os países envolvidos.

Fonte original: Valor Econômico

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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