Preços ao produtor no Brasil têm primeira alta em 10 meses, mas terminam 2025 em queda de 4,53%
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) no Brasil apresentou aumento em dezembro pela primeira vez em 10 meses, encerrando o ano de 2025 com uma deflação acumulada de 4,53%. Isso representa a segunda maior queda anual desde o início da série histórica em 2014, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira.
No ano anterior, em 2024, o IPP havia encerrado com uma alta acumulada de 9,28%. Apenas em 2023 também houve deflação, marcando uma queda de 4,99%.
Destaques e variações
Em dezembro, o IPP teve um acréscimo de 0,12%, após registrar uma queda de 0,35% em novembro. No decorrer de 2025, somente o mês de janeiro havia apresentado um avanço mensal nos preços.
As quatro variações mais expressivas em dezembro foram nas indústrias extrativas (3,13%); metalurgia (2,24%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1,87%); e outros equipamentos de transporte (1,74%).
Setores em destaque e influências
O setor de alimentos se destacou na composição do resultado agregado de dezembro, com um impacto de -0,19 ponto percentual, registrando uma queda de 0,76% na comparação mensal.
Ao longo do ano, as atividades que mais variaram foram impressão (16,63%); indústrias extrativas (-14,39%); alimentos (-10,47%); e madeira (-9,85%). As principais influências vieram dos setores de alimentos (-2,70 p.p.); indústrias extrativas (-0,69 p.p.); refino de petróleo e biocombustíveis (-0,56 p.p.); e metalurgia (-0,56 p.p.).
Variações por categoria econômica
Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital tiveram um avanço de 0,53% em dezembro e encerraram o ano com alta de 0,78%; bens intermediários subiram 0,34% no mês, mas caíram 7,27% em 2025; enquanto os bens de consumo recuaram 0,25% em dezembro e 1,53% ao longo do ano.
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) mensura a variação dos preços de produtos na saída da fábrica, desconsiderando Impostos e frete, abrangendo 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação.
Impactos e perspectivas
O gerente do índice, Murilo Alvim, destacou que o resultado negativo do indicador no acumulado do ano foi influenciado principalmente pelo setor de alimentos, em decorrência da diminuição dos preços dos açúcares no período, seguindo a tendência de queda no mercado internacional. Além disso, foram citados os setores de indústrias extrativas, com destaque para os minérios de ferro, e refino de petróleo e biocombustíveis.
Essas oscilações nos preços ao produtor podem indicar movimentos na economia brasileira e devem ser acompanhadas com atenção, especialmente diante do cenário de instabilidade econômica global.
Conclusão
Os dados revelados pelo IBGE mostram não apenas a primeira alta nos preços ao produtor em 10 meses, mas também um ano de deflação significativa, com quedas expressivas em diversos setores da indústria. O desempenho do IPP é fundamental para entender a dinâmica da economia brasileira e seus reflexos nos diversos segmentos produtivos do país.
Fonte: CNN Brasil
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