Setor de serviços do Brasil perde força em janeiro
O setor de serviços do Brasil registrou uma desaceleração em janeiro, com seu crescimento enfraquecido pela queda na entrada de novos negócios e na atividade, de acordo com a pesquisa PMI divulgada pela S&P Global. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) de serviços caiu para 51,3 em janeiro, abaixo dos 53,7 registrados em dezembro, indicando uma expansão mais fraca.
A entrada de novos negócios aumentou em janeiro no ritmo mais lento dos últimos três meses, o que foi crucial para a desaceleração do setor no período. Empresas relataram redução de suas bases de clientes e impacto negativo do corte de gastos em outros setores na demanda por serviços.
Subsetores apresentam desempenho variado
O subsetor de Finanças e Seguros liderou o crescimento de novos pedidos, enquanto leves aumentos foram registrados em empresas de Serviços ao Consumidor e Transporte, Informação e Comunicação. No entanto, Imóveis e serviços empresariais foram as únicas categorias a registrar queda nas vendas.
Expectativas menos otimistas e desafios futuros
Fornecedores de serviços demonstraram menor otimismo em relação às perspectivas futuras, com o nível geral de sentimento positivo em seu menor patamar em seis meses. Preocupações com políticas públicas, eleições e tensões geopolíticas impactaram as projeções das empresas.
Redução de postos de trabalho e impacto econômico
As contratações foram interrompidas no início de 2026, com empresas de serviços cortando postos de trabalho pela primeira vez em cinco meses. A redução de vagas pode afetar negativamente o consumo das famílias e a economia como um todo, conforme destacado pela diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence.
Aumento de despesas e variação de preços
No primeiro mês do ano, as despesas aumentaram no menor ritmo desde maio de 2024. Os preços cobrados pela prestação de serviços no Brasil subiram no ritmo mais lento em sete meses, com custos maiores em alguns produtos, como alimentos e materiais de construção, e redução de preços em outros, como lubrificantes e fertilizantes.
Retração na indústria e desempenho do PMI Composto
Em conjunto com a retração na indústria brasileira, a queda no setor de serviços levou o PMI Composto a cair para 49,9 em janeiro, marcando uma estagnação da atividade empresarial. A economia de serviços perdendo dinamismo e a indústria em processo de retração evidenciaram a fragilidade do setor privado.
A pesquisa PMI de janeiro destacou os desafios enfrentados pelo setor de serviços do Brasil, com a desaceleração do crescimento, redução de postos de trabalho e impacto dos custos e preços na economia. O cenário econômico atual aponta para a necessidade de medidas para estimular a atividade empresarial e a retomada do crescimento do setor de serviços.
Fonte: Valor Econômico
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
