Tarifa Groenlândia: Impacto para Europa se Trump implementar medida
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a imposição de uma tarifa de 10% sobre as importações de oito países europeus a partir de 1º de fevereiro, com planos de aumentar para 25% em 1º de junho. As tarifas seriam aplicadas aos Estados-membros da União Europeia, representando cerca de 270 bilhões de euros em exportações anuais para os EUA, o equivalente a metade das exportações da UE para o país.
O Goldman Sachs estima que, se implementada, a tarifa de 10% reduziria o PIB real em 0,1 a 0,2% nos países afetados. Para a Alemanha, o impacto seria de aproximadamente 0,2%, enquanto para a zona do euro e o Reino Unido seria de cerca de 0,1%. O banco projeta um possível aumento dos impactos no PIB para 0,25 a 0,5% com uma tarifa de 25%, somando-se à redução de 0,4% no PIB real devido aos aumentos tarifários do ano anterior.
Apesar disso, o Goldman acredita que os efeitos na inflação seriam pequenos devido à menor demanda, desde que não haja retaliação por parte dos países europeus. Uma regra simples de Taylor, baseada na resposta dos bancos centrais ao PIB e à inflação, indicaria taxas de juros levemente mais baixas.
Sobre possíveis retaliações da União Europeia, o banco vê três níveis potenciais de resposta. Primeiramente, atrasar a implementação do acordo comercial UE-EUA, devido à necessidade de ratificação no Parlamento Europeu. Em seguida, impor tarifas retaliatórias sobre produtos americanos, como soja, cobre, automóveis, entre outros, o que poderia exercer uma pressão moderada na inflação europeia. Além disso, a ativação do Instrumento Anticoerção (ACI) poderia envolver uma variedade de instrumentos políticos mais amplos, como restrições ao investimento e tributação de ativos e serviços americanos.
O Goldman acredita que o Reino Unido pode adotar uma abordagem mais diplomática, focando em diálogos com Trump, em vez de retaliações diretas. A incerteza persiste quanto à implementação das tarifas e aos possíveis desdobramentos econômicos e políticos decorrentes dessa decisão.
Fonte: Valor Econômico
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