Argentina em 2025: Recuperação Econômica e Controle de Gastos
O ano de 2025 foi marcado por uma virada na economia da Argentina sob a gestão de Javier Milei. Após um período de recessão, a economia do país começou a se recuperar, com a confiança aumentando e a vigilância rigorosa de órgãos internacionais.
Redução da Inflação e Superávit Primário
No decorrer de 2025, a Argentina registrou superávits primários sucessivos, encerrando um ciclo com as contas públicas no azul pela primeira vez em 14 anos. O governo de Milei manteve a disciplina fiscal, resultando em cortes de subsídios e redução da máquina pública.
A inflação, que chegou a superar os 200% ao ano, foi reduzida a índices mensais entre 2% e 3% ao longo do ano. Em novembro, o Índice de Preços ao Consumidor registrou 2,5%, acumulando 31,4% nos últimos 12 meses. As projeções indicam uma queda para 20% em 2026.
Retomada do Crescimento Econômico
O PIB argentino apresentou uma recuperação robusta em 2025, com projeções indicando um crescimento entre 4,5% e 5,5%. Setores como agronegócio, mineração e energia impulsionaram essa retomada. No terceiro trimestre, a atividade econômica cresceu 3,9% em relação ao trimestre anterior.
Impacto Social e Ajuste Fiscal
A política austera de Milei teve impacto no bem-estar da sociedade, com a taxa de pobreza caindo para 31,6% em 2025. O governo focou em políticas de transferência de renda para reduzir a indigência, que atingiu 5,4% no terceiro trimestre.
A disciplina fiscal tem sido um pilar da gestão de Milei, com o FMI aprovando um programa de US$ 20 bilhões para apoiar os esforços de estabilização. A Argentina precisa acumular reservas para facilitar o acesso aos mercados internacionais.
Eleições, Política Cambial e Perspectivas para 2026
As eleições legislativas de MEIo de mandato funcionaram como um referendo para o ajuste econômico de Milei. A coalizão La Libertad Avanza expandiu sua representação no Congresso, possibilitando o desmonte gradual do “cepo” cambial em dezembro.
Para 2026, a expectativa é a flexibilização definitiva do controle cambial, com os limites de variação do peso seguindo a inflação mensal. Essa mudança proporcionará maior realismo à moeda e flexibilidade ao mercado financeiro, aproximando a Argentina do câmbio flutuante almejado.
Fonte: CNN Brasil
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