Crédito escasso impulsiona alta nos preços de aluguel no ano de 2025

Aumento dos aluguéis em 2025 reflete juros altos e crédito restrito

O mercado de locação residencial em 2025 se tornou um termômetro preciso da situação econômica no Brasil. Com juros elevados e dificuldade de acesso ao financiamento imobiliário, a escolha entre comprar ou alugar passou a ser uma decisão mais matemática do que filosófica para muitas pessoas. Isso resultou em uma pressão maior na demanda por locações, sustentando os preços e aumentando a inadimplência.

Entre 2016 e 2024, a parcela de domicílios alugados no país subiu significativamente, de 18% para 23%, totalizando 17,8 milhões de lares. Essa mudança no “mapa de moradia” do país abriu espaço para o surgimento de novas plataformas, produtos de garantia e modelos de atendimento no setor de locação residencial.

Aumento dos preços e inadimplência no mercado de locação

Em MEIo a esse cenário, em novembro de 2025, o aluguel residencial no Brasil apresentou um aumento de 0,59% conforme o FIpeZAP, superando o IPCA do mesmo mês, o que foi observado em 30 das 36 cidades monitoradas. A inadimplência também se mostrou preocupante, atingindo um nível de aproximadamente 3,80%, acima do considerado como saudável pelos especialistas.

A profissionalização da gestão, cobrança e análise de risco no setor se tornou fundamental devido ao aumento da inadimplência. O risco de inadimplência cresce à medida que o valor do aluguel se eleva e a renda familiar fica mais apertada, representando um desafio para locatários, imobiliárias e proprietários.

Novas garantias locatícias e consolidação do mercado

Diante desse cenário de risco, houve uma aceleração na substituição das garantias tradicionais por soluções digitais e pagas. Empresas do setor viram a necessidade de oferecer garantias que proporcionassem previsibilidade, cobertura e rapidez na resposta, combinando estruturas jurídicas e processos mais definidos.

A consolidação do mercado de garantias locatícias se intensificou ao longo de 2025, com empresas como QuintoCred, do Quinto Andar, saindo do mercado devido ao aumento da inadimplência. A Loft, por sua vez, absorveu a carteira do QuintoCred, projetando encerrar o ano com um grande volume de contratos de fiança.

Tendências para 2026

Para o próximo ano, a tendência do mercado imobiliário dependerá fortemente da política de juros adotada. Caso a taxa Selic permaneça elevada, a busca por locação tende a se manter aquecida, impulsionando ainda mais o mercado de garantias locatícias. O cenário de reajustes frequentes e renovações de contrato pode gerar tensões financeiras para os inquilinos, especialmente em um ambiente de transição de indexadores.

A busca por soluções digitais, a profissionalização do setor e o debate sobre a regulação das garantias locatícias devem continuar sendo temas relevantes em 2026. A consolidação do mercado e a busca por estratégias inovadoras serão essenciais para enfrentar os desafios e oportunidades que se apresentam no setor de locação residencial no Brasil.

Fonte: Exame

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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