Setor financeiro brasileiro lidera em arrecadação de Impostos desde 2011
Um estudo da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin) revelou que o setor financeiro é o maior pagador de Impostos federais no Brasil desde 2011. Segundo dados da Receita Federal, entre 2016 e 2021, a indústria financeira pagou cerca de 10 pontos percentuais a mais em Tributos do que sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) indicaria.
Carga tributária elevada e desigual no Brasil
O Brasil enfrenta uma carga tributária superior à de 75% dos países, semelhante às economias desenvolvidas, aponta o estudo da Fin. Por outro lado, 4,5% do PIB são destinados à redução de Impostos para atividades específicas, gerando desigualdades. Enquanto algumas empresas pagam altos Impostos, outras têm tributação menor, destacam os pesquisadores.
Fintechs e bancos disputam narrativas sobre tributação
A discussão sobre a tributação no setor financeiro ganhou destaque entre fintechs e bancos. O CEO do Nubank afirmou que a fintech é a maior pagadora de Impostos no Brasil, com alíquota efetiva de 31%, enquanto a Febraban alegou que a diferença se deve à rentabilidade mais alta e alegou “assimetrias regulatórias”.
Atividade financeira impulsiona economia e geração de empregos
De acordo com o relatório da Fin, a atividade financeira representou 4,8% do PIB brasileiro em 2024, com destaque para o crescimento acima da média em 2023 e 2024. Além de impulsionar investimentos e inovação, o setor contribui significativamente com o emprego formal e a arrecadação pública.
Crédito privado e transações eletrônicas em ascensão
O crédito ao setor privado no Brasil atingiu 93,5% do PIB em 2024, com aumento de 16,5 pontos percentuais entre 2019 e 2024. O estudo destaca também o crescimento das transações eletrônicas, em especial com a popularização do Pix, colocando o Brasil entre os mercados que mais ampliaram o volume e o valor dessas operações.
Impacto do setor financeiro no mercado de trabalho
O setor financeiro registrou crescimento no número de empregados, com aumento médio de 3,2% ao ano de 2011 a 2021. A remuneração nominal também teve elevação de 7,4% ao ano. Em 2024, o setor representou quase 5% do PIB brasileiro e teve desempenho que se correlaciona com o consumo e os investimentos futuros, conforme destaca o economista Vinícius Botelho, da Fin.
Fonte: Estadão
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