Fernando Haddad defende queda na taxa Selic diante de melhorias nos dados de inflação
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a necessidade de redução na taxa Selic, mesmo diante de qualquer pressão contrária ao Banco Central. Haddad ressaltou a melhora nas expectativas de mercado e nos índices atuais de inflação como justificativas para a redução dos juros.
Em evento realizado pela Bloomberg em São Paulo, o ministro apontou que uma taxa real de juros de 10% no Brasil não é sustentável, enfatizando que as taxas de juros terão que cair. Haddad questionou a manutenção de uma taxa de juros de 15%, em um cenário de inflação em torno de 4,5%, considerando esse patamar como inadequado.
Haddad não estabeleceu um prazo para a possível redução da taxa Selic pelo Banco Central, porém ressaltou a importância da medida. O mercado tem revisto suas projeções de inflação para os próximos anos, ainda fora do centro da meta contínua de 3%.
De acordo com o boletim Focus do Banco Central, as expectativas de inflação diminuíram para 4,55% neste ano, 4,20% para 2026 e 3,80% para 2027. Atualmente, a taxa Selic encontra-se em 15% ao ano, com uma decisão a ser anunciada pelo BC em relação à manutenção ou corte dos juros básicos.
A autoridade monetária tem enfatizado a necessidade da manutenção da taxa de juros em 15% ao ano por um período considerado prolongado, visando atingir a meta de inflação estabelecida. A decisão sobre a taxa Selic é aguardada para a quarta-feira.
Haddad reiterou que a manutenção de uma taxa de juros reais tão elevada não condiz com a realidade econômica do país, defendendo a importância da redução para favorecer a retomada do crescimento e investimentos.
Em suma, a discussão em torno da taxa Selic e sua possível redução reflete a busca por um equilíbrio entre controle inflacionário e estímulo à atividade econômica, em um contexto de melhorias nos indicadores de inflação e expectativas de mercado. A decisão do Banco Central quanto aos juros básicos será decisiva para os rumos da economia nos próximos períodos.
Fonte: CNN Brasil
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